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Ofensa na TV

Advogado ofendido pela Record será desagravado pela OAB

A Comissão de Prerrogativas da OAB paulista aprovou, nesta quinta-feira (18/10), um ato solene de desagravo público ao advogado Alberto Zacharias Toron. A decisão foi tomada com base em afirmações feitas pelo jornalista e apresentador Bóris Casoy no Jornal da Record.

Ao comentar o fato de Toron ser advogado do ex-presidente do TRT paulista, Nicolau dos Santos Neto, Casoy teria afirmado que pessoas como o ex-juiz conseguem driblar as leis porque podem se valer de criminalistas famosos, como Toron, que são pagos com dinheiro rapinado do Erário.

O desagravo foi aprovado pela unanimidade dos conselheiros.

O pedido de desagravo teve como relator o próprio presidente da Comissão de Prerrogativas, José Luís de Oliveira Lima.

Pelo menos mais três procedimentos envolvendo o caso encontram-se em curso: uma queixa-crime contra o jornalista, em que Toron é representado por Márcio Thomaz Bastos, e uma ação por danos morais contra a emissora e outra contra Casoy.

Na ação indenizatória, a Justiça de primeira instância acolheu o pedido e condenou a TV Record ao pagamento de 100 salários mínimos. Nesse processo, Toron reclama que, em um dos noticiários sobre Nicolau foi mostrada sua imagem sorrindo. A imagem teria sido produzida antes da entrevista em um momento que conversava com a repórter Bianca Vasconcelos sobre amenidades. Durante a gravação da entrevista ficou sério "como o momento exigia".

Mas no noticiário foi mostrada sua imagem sorrindo, entre as outras. O apresentador comentou que o advogado iria para a Europa "sugerindo um encontro com Nicolau". Toron disse que foi acompanhar a esposa na viagem à Europa, onde ela recebeu um prêmio.

Alguns dias depois foi procurado pela emissora, mas não concedeu entrevista. O comentário do apresentador durante o noticiário desse dia irritou ainda mais o advogado. "O Bóris Casoy disse: 'o advogado que vivia sorrindo, agora se nega a dar entrevistas'".

O advogado da Record, Denis Benaglia refuta a interpretação de que a emissora ou seu apresentador tenham pretendido atingir a honra de Toron, em qualquer momento. "A emissora manteve e se mantém aberta para que o advogado se manifeste", afirma, complentado que "fica a impressão de que ele preferiu se calar para, em seguida, utilizar-se do Judiciário".

O comportamento do advogado, continua Benaglia, "não vai inibir a independência jornalística da Record que continuará noticiando os fatos de interesse público". O advogado da emissora lamenta que Toron continue se negando a dar entrevistas.

Procurado pela Revista Consultor Jurídico, o jornalista Bóris Casoy afirmou que preferia não se manifestar sobre o caso.

Revista Consultor Jurídico, 18 de outubro de 2001, 11h40

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