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À moda de Chicago

Que tem quase certeza que o Sr. Silvio Kahm assina alguns cheques da SAENCO, mas se o mesmo assinar, assina poucos cheques, o que explica a falta de memória do depoente;

Que a maior parte das empresas de Luiz Estevão são pagos através de cheques feitos pela SAENCO;

Que hoje quase todos os cheques são emitidos pela SAENCO; Que são poucos os cheques emitidos pelo Grupo OK; Que sobre os pagamentos do Sr. André Medrado nada pode informar porque ou são pagos pela gerência financeira ou pela diretoria financeira; Que Bernardete esteve algum tempo doente, tudo indica com problema de coração, mas que já retornou ao trabalho, mas que ontem mesmo estava no prédio da OAB;

Que os seguranças da casa de Luiz Estevão, das obras e das empresas eram em torno de dezenove, tendo ocorrido uma redução nesses últimos meses;

Que sobre os seguranças, não sabe informar sobre os que trabalham na casa de Luiz Estevão, sabendo que no prédio da OAB três ou quatro policiais militares aparecem, pegam soma de dinheiro e vão para o banco fazer depósitos;

Que quem controla o pagamento dos segurança é a gerência financeira;

Que tais policiais militares recebem em torno de quarenta a cinqüenta reais por dia; Que o Sr. Barcelos é o chefe da segurança e os pagamentos ao seguranças são diários; Que além dos pagamentos diários existem os seguranças fixos que recebem por mês, que trabalham nas casas e nas obras; Que quem cuida da segurança das fazendas é o Sr. Yuratan, ficando o mesmo na fazenda; Que ouviu falar de duas fazendas, Santa Prisca e Padef; Que os pagamentos referentes a essas duas fazendas eram feitos pela tesouraria, até a menos de um ano atrás e hoje são feitos em dinheiro vivo, pela gerência financeira;

Que ouviu falar que o sr. Shirley Teles cuida das fazendas, especificamente dos fornecedores da fazenda, sendo o mesmo que cuida dos pagamentos dos fornecedores;

Que o sr. Brito também trabalha como segurança nas fazendas e é ligado ao Sr. Yuratan e ao Sr. Silvio Teles;

Que ouviu falar que Yuratan cuida mais por dentro da fazenda, roçado, plantio, e Teles de fornecedores para as fazendas;

Que o negócio dos garimpos terminou há cerca de dez anos atrás, e era gerido por uma firma chamada Bondok Minerações Ltda;

Que quem ia nos garimpos era o Sr. Juvêncio que já morreu há cerca de uns dez anos atrás; Que os garimpos ficavam no Pará;

Que Yuratan também ficava nos garimpos; Que a comunicação com os garimpos era feita por um rádio; Que há mais de 10 anos atrás o Sr. Crisóstomo Costa Vasconcelos, que tem como apelido Brizola, cuidava das fazendas do Grupo OK; Que mais tarde o Sr. Brizola foi embora e foi substituído pelo Sr. Yuratan nos cuidados das fazendas; Que, junto com o Yuratan, o Sr. Shirley Teles, genro de Brizola, que trabalha no prédio da OAB do Grupo OK, também auxiliava no fornecimento das fazendas, comprando adubo, calcário, semente etc, efetuando os pagamentos; Que o Sr. Brizola é hoje prefeito em uma cidade em Tocantins e ouviu falar, não tendo certeza, que existem fazendas de Luiz Estevão nesse município, e que Brizola ajuda a cuidar da fazenda; Que não sabe informar se em data recente houve a compra de uma Cherook, colocada no nome de Brizola mas paga pelo Grupo OK;

Que ouviu falar e se recordar que a SAENCO comprava materiais de construções para obras, fazendo as faturas saírem em nome da Ebenezer, por facilidade de crédito no mercado;

Que ouviu falar que o Sr. Nilson da Costa é quem cuida da comercialização dos produtos da fazenda, que vende;

Que sabe que foram colocados vários imóveis em seu nome e mais tarde esses imóveis foram retirados do seu nome;

Que se recorda que, dentre estes imóveis, dois eram projeções;

Que os imóveis colocados no seu nome, no início, vinham da TERRACAP, tendo o mesmo assinado carta de proposta a pedido do Sr. Lino e uns dos diretores do Grupo OK;

Que quando o imóvel saiu assinou uma procuração dando poderes para o Grupo OK, não se recordando se para o Sr. Lino ou para o Sr. Luiz Estevão, dando poderes para os mesmos controlarem os imóveis; Que os imóveis nunca pertenceram ao depoente, e que somente obedeceu a seu patrão que lhe mandou assinar;

Que no momento em que assinou a procuração, também assinou contratos de instrumentos privado, transferindo esses imóveis para o Grupo OK, não sabendo se para o Sr. Lino ou Sr. Luiz Estevão; Que esses fatos ocorreram entre 1993/1997, e que nunca viu sequer os imóveis, e nem mesmo pagou IPTU ou taxas sobre os mesmos, sendo tudo pago pelo Grupo OK, dado que os imóveis, na verdade pertenciam ao Grupo OK;

Que quando lhe deram a proposta da TERRACAP, num papel meio amarelo, praticamente nem leu, obedecendo a ordem do diretor e confiando em seus chefes, pensando que os mesmos não fariam atos ilegais;

Revista Consultor Jurídico, 20 de novembro de 2001, 21h20

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