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Portal do crime

Ladrões têm site para vender muamba às suas vítimas

Um site específico para os amigos do alheio está funcionando de vento e popa na internet. É o TheBurglar.com, destinado a ladrões, receptadores, meliantes de todas as especialidades - e às suas vítimas.

Utilizando o slogan "um link para o submundo", o site espera ser o portal onde criminosos poderão dar uma chance aos "expropriados" de readquirir seus bens roubados. Por um bom preço.

Sob o comando do dinarmaquês L. Rasmussen e utilizando modernos recursos técnicos o site diz que garante o anonimato a seus membros e o acesso às "mercadorias" com toda a honestidade.

Para isso, basta preencher um campo com o codinome desejado para o e-mail na forma seunome@theburglar.com e uma senha, escolhida pelo internauta. Feito isso qualquer um está apto a navegar no submundo virtual do crime. Pelo menos o e-mail grátis promete ser um sucesso.

Indagado pela ABKnet, Rasmussen afirma que o site não deve ser mal interpretado. "O TheBurglar é antes de tudo uma forma de permitir a vítima recuperar seu bem roubado", disse ele. Oferecer segurança e tornar possível às duas partes envolvidas negociar um acordo é um recurso legal e justo, pondera.

O financiamento do projeto deve ser feito por empresas de seguros e afins que, segundo Rasmussen, formam o principal segmento que lucrará com o site. Para estas empresas o cadastramento é pago e feito de forma diferenciada do internauta comum. O site já conta com pesados clientes deste setor, afirmou ainda Rasmussen.

Quem der um passeio pelas "ofertas" do TheBurgler (inglês: o gatuno), verá que o sortimento ainda é tímido. O produto de maior valor em "oferta" é um Laptop. A popularidade do site contudo fará com que o negócio cresça, esperam os organizadores.

A próxima providência já está sendo tomada. O site, em inglês, deverá ter versões em francês e alemão. Diante da insinuação de que o mercado nos países de língua portuguesa seriam potencialmente promissores Rasmussen respondeu que neste mundo de negócios nada pode ser descartado.

Revista Consultor Jurídico, 7 de janeiro de 2001, 0h00

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