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Erro médico

Hospital e médica devem indenizar pais por morte de garota

O Hospital Porto Alegre e a médica anestesista, Maria Angela Antunes, foram condenados a pagar R$ 60 mil para os pais de uma garota de 11 anos que morreu por erro médico. A decisão é do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, ao confirmar sentença de primeiro grau. O mesmo hospital já foi condenado por falta de cuidado com o lixo hospitalar. Na ocasião, uma servente contraiu Aids ao machucar o dedo em uma agulha que estava sem a devida proteção no lixo. (Processo nº 599.456.233).

Em 1996, a garota teve que fazer uma cirurgia no ouvido esquerdo. Um acidente anestésico provocou sua parada cardiorespiratória. Somente quatro horas depois, ela foi removida para a UTI do Hospital da Ulbra, onde permaneceu internada por dez dias, antes de morrer.

Em sua defesa, a médica afirma que o hospital, "não estava preparado adequadamente para a situação emergencial", além de ter retardado, por quatro horas, a liberação de um cheque da instituição, no valor de R$ 5 mil que a Ulbra exigia como caução para receber a menina.

De acordo com a decisão, a médica não submeteu a criança à verificação prévia de suas condições clínicas. Além disso, o monitoramento durante a cirurgia não foi adequado. A sentença afirma, ainda, que a médica "não realizou nenhum esforço para resolver o problema".

Processo nº 70002-292.993

Revista Consultor Jurídico, 28 de agosto de 2001, 15h28

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