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Ameaça ao Napster

Juíza americana ameaça interditar troca de músicas no Napster

O Napster precisa fazer uma filtragem melhor dos arquivos sujeitos às leis de copyright. A afirmação é da juíza americana Marilyn Patel, durante reunião em São Francisco com representantes da empresa. Ela criticou o Napster e classificou "infeliz" o fato das músicas sujeitas às leis de direitos autorais continuar sendo trocadas livremente. Segundo a juíza, o Napster poder ter que ser tirado do ar.

Na reunião, ela disse aos representantes do Napster: "Vocês criaram esse monstro, agora resolvam". A juíza quis se certificar sobre o cumprimento de injunção emitida no último dia 5 de março, obrigando a filtragem de todos os arquivos musicais proibidos e bloqueio dos downloads.

Segundo o Napster, foram bloqueados 1,7 milhão de arquivos. Mas a indústria fonográfica reclama que milhares de músicas protegidas ainda são encontradas no Napster. "Com todo o tempo que vocês tiveram, se ainda restar alguma música proibida nos seus servidores, é melhor retirá-las", ressaltou a juíza Patel.

Estudos do Instituto de Pesquisa Jupiter Media Metrix revela que 14,3% dos usuários domiciliares da Internet em todo o mundo usaram o Napster no último mês de fevereiro. O Brasil está em quinto no ranking de usuários, com 1,8 milhão de internautas.

Segundo a agência Reuters, as maiores gravadoras do mundo, incluindo Universal, Sony Music, Warner Music, EMI Group e BMG, enviaram uma lista coletiva com 8 milhões de nomes de arquivos para tentar tirar de circulação cerca de 600 mil músicas.

Revista Consultor Jurídico, 12 de abril de 2001, 0h00

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