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Sem acordo

Acordo entre trabalhadores e montadoras fracassa no TRT-SP

A audiência de conciliação entre as montadoras e os metalúrgicos paulistas terminou sem acordo, nesta terça-feira (14/11), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

O juiz Argemiro Gomes, vice-presidente judicial do TRT paulista, propôs uma pauta composta pela suspensão do movimento de greve e concessão de abono provisório de 6,5%.

Outro ponto proposto pelo juiz foi a apuração - realizada por peritos especializados, a serem indicados pelas partes e sob supervisão do TRT - sobre as condições das montadoras de pagar o reajuste reivindicado pelos metalúrgicos.

O sindicato das montadoras (Sinfavea), disse que não pode pagar mais que 6,5%, rejeitou a proposta, alegando falta de consenso entre os seus representados.

Rejeitada a proposta inicial, Gomes fez uma nova tentativa: suspensão da greve, compensação dos dias parados, reajuste salarial de 8% e garantia de emprego por 90 dias. O Sinfavea rejeitou novamente a proposta.

Os metalúrgicos, representados por Paulinho e Luiz Marinho aumentaram o pedido de reajuste de 10% para 10,5%. "Com greve é mais caro", disse Marinho.

O processo foi distribuído para o juiz classista (representante dos trabalhadores) José Augusto Brazileiro Umbelino. O julgamento está marcado para próxima quinta-feira (16/11) às 16h. No mesmo dia, a Seção Especializada de Dissídios julgará ainda a greve que atinge o setor de autopeças, cuja tentativa de conciliação também fracassou nesta semana.

Revista Consultor Jurídico, 14 de novembro de 2000, 0h00

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