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Tarifas bancárias

Procon paulista aponta diferença de 1.500% nas tarifas bancárias

A mais recente pesquisa do Procon revela que a diferença de preço das tarifas bancárias cobradas em São Paulo chega a 1.500%. A menor diferença constatada entre as instituições é de 25%.

A manutenção do cartão magnético de conta corrente comum custa, anualmente, R$ 48,00 no Bradesco, HSBC, Banespa e BCN. Pelo mesmo serviço, a Caixa Econômica Federal (CEF) cobra R$ 3,00. O Banco do Brasil e o Santander não cobram pela manutenção.

Se o usuário de conta comum perder, quebrar, ou ainda tiver seu cartão roubado, a menor taxa que pagará para a emissão de um segundo cartão será de R$ 3,00, cobrada pela CEF. A maior taxa cobrada por esse serviço é de R$ 9,00, pelo Banco do Brasil. Uma diferença de 200%.

Para a renovação do cadastro de conta corrente comum, que deve ser feita todo ano, o banco Real cobra R$ 54,40 de seus clientes, enquanto na CEF a taxa é de R$ 10,00. Nesse item a diferença entre a maior e menor taxa é de 444%. Os clientes do Bradesco, Itaú e Banco do Brasil não pagam pelo serviço.

A taxa mensal de manutenção de conta varia de R$ 3,00 a R$ 6,00. A manutenção de conta corrente especial pode ser mais cara que a de conta comum em alguns bancos. O HSBC cobra R$ 6,00 pela manutenção de conta especial e R$ 3,00 pela conta comum.

O Itaú é o campeão no quesito talão de cheques. Um talonário de 20 folhas custa R$ 5,00. A tarifa mais baixa é de R$ 2,80, do Banco Bandeirantes. A diferença nesse caso é de quase 79%.

Para retirar um segundo talão no mesmo mês, o cliente Itaú paga uma tarifa de R$ 18,00. A diferença é de 350% em relação a outros cinco bancos que cobram R$ 4,00.

No caso de sustação de cheques por perda ou roubo, os bancos adotam medidas diferentes. HSBC, Bradesco, Real e Bandeirantes cobram apenas uma taxa por ocorrência registrada. As tarifas variam entre R$ 4,90 (Bradesco) e R$ 7,95 (Bandeirantes).

Já, Banespa, Banco do Brasil, Santander, Nossa Caixa, BCN e Mercantil Finasa cobram uma taxa por cada folha de cheque sustada. A menor tarifa é de R$ 4,90 por folha, da Nossa Caixa. No Mercantil Finasa o cliente paga R$ 7,00 para sustar cada cheque roubado.

Algumas instituições cobram tarifas até para depósitos em cheques. É o caso do Bilbao Vizcaya-BBV (R$ 0,75), Itaú (R$ 0,75), Real (R$ 0,08) e Bandeirantes (R$ 0,15). Para a compensação de cheques, apenas Banespa e Banco do Brasil cobram uma taxa de R$ 0,50. Os demais não cobram tarifa pelo serviço.

Os saques efetuados em Banco 24 horas tem tarifas que variam de R$ 0,80 no Banco Real a R$ 1,50 no HSBC. A diferença chega a 87,5%. O Bradesco e o Itaú não cobram pelo serviço. Os extratos via fax custam entre R$ 1,69 no BCN e R$ 0,48 no Santander. Já, a Nossa Caixa não cobra o extrato por fax.

Enganam-se aqueles que acreditam que efetuando saque no caixa dos bancos estão livres da tarifa. Os bancos Bilbao Vizcaya-BBV e Bandeirantes cobram, respectivamente, R$ 1,50 e R$ 1,00.

Nenhuma instituição isenta a cobrança de taxa sobre contas inativas. Nesse caso a diferença é de 165%. A maior tarifa é de R$ 26,50, cobrada pelo Bandeirantes, contra R$ 10,00 cobrados por outros seis bancos.

Os dados foram extraídos da pesquisa realizada pelo Procon de São Paulo entre os dias 5 e 8 de julho de 1999, nas agências e centrais da capital paulista. Foram pesquisados seguintes bancos: Banco do Brasil, Banco Bilbao Vizcaya-BBV, Bandeirantes, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil Finasa SP, Nossa Caixa Nosso Banco, Real, Santander e Unibanco.

Revista Consultor Jurídico, 30 de julho de 1999, 0h00

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