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Secretário-geral do CFOAB prega união da advocacia durante posse da OAB-GO

Nesta quinta-feira (13/1), o secretário-geral do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), José Alberto Simonetti, pediu a união da advocacia durante a posse do novo presidente da OAB-GO, Rafael Lara Martins. Ele discursou por cerca de 15 minutos e fez uma fala centrada na defesa das prerrogativas da advocacia, da Lei de Abuso de Autoridade, do oferecimento de capacitação profissional e da criação de oportunidades para a jovem advocacia.

Beto Simonetti discursa na posse do presidente eleito da OAB-GODivulgação

Simonetti defendeu a Lei de Abuso de Autoridade, destacou a função assistencial da OAB e a importância da jovem advocacia — que, segundo ele, é a ponte com o futuro da profissão.

Segundo ele, a Ordem deve priorizar temas do dia a dia da profissão e ter uma "gestão de advogados para advogados". Simonetti é o atual secretário-geral da OAB e foi relator do texto que originou a Lei de Abuso de Autoridade dentro da Ordem quando a entidade teve que se manifestar sobre o assunto. No discurso desta quinta, ele classificou a lei como "fundamental para nossa democracia e para nossa profissão".

"As prerrogativas da advocacia devem ser postas em prática, já que, na prática, são elas que protegem cada cidadão e cidadã e também nossa democracia. É por tudo isso que eu reconheço como essencial a atuação ativa da OAB em favor do fortalecimento da Lei de Abuso de Autoridade. Não é possível em pleno século 21 continuarmos a conviver com posturas típicas de regime imperial e ditaduras", afirmou.

Além disso, Simonetti defendeu que o pagamento de honorários seja feito de acordo com o Código de Processo Civil. Ele também destacou a importância da união da advocacia para vencer abusos e agressões. "Não podemos sofrer represálias por representar esse ou aquele cliente. Qualquer pessoa, não importa quem seja, tem direito de ser bem representada, de ser defendida de maneira qualificada", disse.

Outro item tratado no discurso foi o diálogo com os Poderes e instituições da República. "A Ordem não pode ser base nem oposição ao governo, mas tem obrigação de dialogar com os atores institucionais", afirmou Simonetti.

Em sua fala, apontou ainda a união da atividade como ponto focal para a superação dos desafios atuais da advocacia. "Precisamos buscar a união da classe. Cada advogado e advogada tem sua importância. Não podemos perder ninguém na luta para atuar em prol do Estado de Direito e contra o abuso do Estado contra os cidadãos e as empresas".

Em sua fala destacou ainda a importante função assistencial da OAB em meio à grave crise econômica, por meio da "prática da empatia, buscando soluções para a manutenção da dignidade da profissão".

Simonetti reservou um espaço importante do discurso para a valorização da jovem advocacia, "ponte com um futuro não tão distante e que já desafia até mesmo os maiores e mais prósperos escritórios", e para a inclusão de mulheres nas diretorias e presidências da Ordem, uma transformação que "traz mais diversidade para as decisões relevantes tomadas no sistema OAB". "Precisamos arejar os debates e as decisões tomadas dentro da instituição".

O evento, que marcou a posse de Rafael Lara Martins na presidência da OAB-GO em substituição a Lúcio Flávio, contou ainda com a presença do governador do Goiás, Ronaldo Caiado, que destacou o papel institucional da Ordem e dos advogados na defesa do Estado de Direito.

Em seu discurso de posse, o novo presidente da OAB-GO destacou os projetos de sua gestão, voltados ao empreendorismo e ao acesso e à permanência no mercado de trabalho.

O novo presidente também reafirmou o papel da OAB-GO na defesa das prerrogativas da advocacia e o respeito ao exercício da profissão, além de destacar o papel da seccional na luta pela redução das custas judiciais e extrajudiciais

"Não permitiremos que uma minoria absoluta de violadores de prerrogativas manche os nomes das instituições no desrespeito ao advogado. Para cada desrespeito teremos, além de todas as medidas tradicionais e já realizadas pela Ordem, uma medida correcional no órgão de quem desrespeitou a advocacia: do estagiário ao presidente, responderão tantas vezes quantas forem necessárias, pois a advocacia será respeitada", disse Martins.

A cerimônia foi transmitida pelo canal da OAB-GO no YouTube e pode ser conferida aqui.




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Revista Consultor Jurídico, 13 de janeiro de 2022, 21h39

Comentários de leitores

1 comentário

Buda tem que fugir da cidade encantada

Geraldo Lobato Carvalho Junior (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Até parece que vivemos como habitantes privilegiados e voluntários de um país encantado. distante e fictício, como aquela criado para o Príncipe Sirdata, na India.
Estamos dormentes e cegos para a triste realidade brasileira e não reconhecemos nossa surdez aos apelos da sociedade.
O cidadão está condenado à pena de desesperança, muitos morrem a suspirar pela prestação jurisdicional que não chega, pois os processos de arrastam a passos de jabuti, levam anos, décadas. Um simples mandado de segurança ou um habeas corpus leva meses para ser decidido. As ações adquirem ácaro pelo tempo, sem solução, macrocospicamente a injustiça que contamina o país é gritante (liberdade desrespeitada, desigualdade social, desemprego, direitos humanos violados - prisões por opinião, julgador é vítima e denunciante etc,). Talvez, seja até apropriado chamar de hipocrisia o faz-de-conta do arcabouço jurídico brasileiro. O Judiciário isolado numa redoma de vidro, não interagindo com a o cidadão.
A OAB não diz nada, e o advogado é quem precisa justificar o atraso da Justiça.
Essa não é a OAB que os advogados esperam.
Estamos falhando em nossa missão constitucional. Não assumimos integralmente o nosso papel político. Não fazemos o nosso dever de casa. A OAB e Advocacia não fazem do Judiciário o que dele quer a Constituição Federal.

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