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Fazendo aniversário

Segunda mulher no STJ, Nancy Andrighi completa 22 anos como ministra

A gaúcha Fátima Nancy Andrighi está completando 22 anos de atuação como ministra do Superior Tribunal de Justiça. No dia da posse, 27 de outubro de 1999, o então presidente da corte, ministro Pádua Ribeiro, saudou-a como a segunda mulher a compor um tribunal superior no Brasil (a pioneira, Eliana Calmon, havia ingressado no STJ em junho daquele ano).

Ministra Nancy Andrighi foi homenageada pelo presidente do STJ
Divulgação 

Pádua Ribeiro elogiou o currículo da nova ministra, destacando sua atuação, por sete anos, como membro do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, de onde saiu para assumir sua cadeira no Tribunal da Cidadania. Nancy Andrighi foi a primeira ministra proveniente do terço destinado pela Constituição aos Tribunais de Justiça.

Para o atual presidente do STJ, ministro Humberto Martins, a magistrada é reconhecida não apenas pelo profundo conhecimento jurídico no campo do direito privado, mas, especialmente, pela preocupação social que caracteriza o seu modo de julgar. 

"A ministra Nancy Andrighi é uma referência em vários temas para os demais membros da corte, e o respeito que desfruta entre seus pares, em grande medida, vem da sua enorme sensibilidade e do cuidado que demonstra com o ser humano em cada voto que profere. É daquele tipo de julgador que sempre enxerga pessoas por trás dos processos", declarou.

Natural de Soledade, no interior gaúcho, Andrighi se formou em direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, fez mestrado em mediação no Instituto Kurt Bosch, na Suíça, e é doutoranda em direito civil na Universidade de Buenos Aires.

Iniciou a carreira na magistratura como juíza estadual no Rio Grande do Sul e depois foi juíza do TJ-DF, órgão no qual ingressou como desembargadora em 1992.

Após a posse no STJ, atuou no Tribunal Superior Eleitoral, onde foi corregedora-geral eleitoral; na Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), como vice-diretora; e no Conselho Nacional de Justiça, exercendo a função de corregedora nacional de Justiça.

Atualmente, a ministra integra a Corte Especial, a 2ª Seção e a 3ª Turma do STJ. Além de sua atividade como julgadora, tem participação destacada em projetos sociais voltados para pessoas com deficiência, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do tribunal, da qual é presidente. 

No Tribunal da Cidadania, Nancy Andrighi foi relatora de inúmeros precedentes que marcaram a jurisprudência em diversas áreas do direito privado. Com informações da assessoria de imprensa do STJ.




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Revista Consultor Jurídico, 27 de outubro de 2021, 21h28

Comentários de leitores

1 comentário

Aplausos efusivos para Nancy Andrighi !!!

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Desde que me inscrevi na "newsletter" do STJ, nos idos de 2005, tomei conhecimento da existência de uma magistrada que era a personificação de meus sonhos de juiz. Ela e Eliana Calmon. Além de aprender muito com seus votos racionais, senso prático e elevação do ser humano, tive a expectativa de que ela e Eliana Calmon viessem a "fazer escola" tanto na magistratura quanto no meio jurídico em geral. Isso não aconteceu, mas ambas continuam firmes e fortes a orientar e, sobretudo, impedir que abusos piores aconteçam
VIDA LONGA A NANCY ANDRIGHI e ElIANA CALMON !!!!

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