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Luta contra o câncer

Morre em São Paulo o prefeito Bruno Covas, aos 41 anos

Morreu às 8h20 deste domingo (16/5) o prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), 41, em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica, com metástase e suas complicações após longo período de tratamento. A doença foi diagnosticada em 2019.

Bruno Covas foi com seu único filho assistir a final da Libertadores, no Maracanã, entre o Santos, seu time de coração, e o Palmeiras
Reprodução

Em abril deste ano, o tucano ficou internado por 12 dias no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, quando exames constataram que os tumores, originados no trato digestivo, haviam se alastrado para o fígado e também para os ossos. Teve alta no dia 27, mas voltou a ser internado em 2 de maio. Nesta sexta (14/5) à noite, um boletim médico afirmou que seu quadro era irreversível.

Neto do governador de São Paulo Mário Covas (1930-2001), Bruno entrou no Executivo paulistano como vice na chapa que elegeu João Doria (PSDB) em 2016. Após o titular sair para disputar e vencer a eleição para o governo do estado, em 2018, assumiu a Prefeitura de São Paulo e foi reeleito no ano passado, ao derrotar no segundo turno Guilherme Boulos (PSol). O ex-vereador Ricardo Nunes (MDB), vice eleito em 2020, assume o cargo de prefeito definitivamente.

Bruno Covas Lopes nasceu em Santos em 7 de abril de 1980. Filho de Renata Covas Lopes e Pedro Lopes, tinha como maior referência o avô materno, Mário, que retomara os direitos políticos no ano anterior ao seu nascimento e que se tornaria, nas décadas seguintes, prefeito, senador e governador de São Paulo, além de cofundador do PSDB.

Fez Economia na PUC paulistana e Direito na Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco. Bruno foi eleito pela primeira vez, como deputado estadual por São Paulo, ao receber 122 mil votos em 2006. Foi reeleito em 2010, deputado federal em 2014 e secretário do Meio Ambiente na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB).

O corpo de Bruno Covas será velado no Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo, no centro da capital, em uma cerimônia breve para familiares e amigos próximos. Depois seguirá em cortejo até o cemitério do Paquetá, em Santos, onde será sepultado.




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Revista Consultor Jurídico, 16 de maio de 2021, 11h01

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