Consultor Jurídico

Luto no judiciário

Morre de Covid-19 o juiz Pedro Aujor Furtado Júnior, de Santa Catarina

Morreu nesta segunda-feira (12/7) o juiz de Direito Pedro Aujor Furtado Júnior, aos 50 anos. A causa da morte foram as complicações causadas pela Coivd-19.

Morre de Covid-19 juiz de Criciúma, Pedro Aujor
Divulgação/ Rádio Eldorado

Natural de Curitiba, Pedro Aujor nunca chegou a advogar e iniciou a carreira como juiz em Santa Catarina em 1998. Passou pelas comarcas de Videira, Blumenau, Araranguá, Sombrio, Jaraguá do Sul e, por fim, Criciúma, onde estava há mais de dez anos e atualmente lotado na 2ª Vara da Fazenda Pública e onde afirmava que gostaria de se aposentar.

Além do Direito, o juiz amava a música, como expressou no programa Nomes & Marcas da Rádio Som Maior, em 2019: "A música é a alma, a essência da minha vida. Não tem nada que não esteja relacionado a música no meu dia."

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina emitiu nota de falecimento, lamentando a morte do magistrado. E a Prefeitura de Criciúma se manifestou na seguinte nota:

“O Governo do Município de Criciúma lamenta profundamente o falecimento do Dr. Pedro Aujor Furtado Júnior, juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Criciúma, em decorrência de complicações causadas pela Covid-19. Defensor do uso de máscara, como proteção contra a pandemia, ‘por uma questão de ética coletiva e para proteger sua família, vizinhos, amigos e todos com quem cruzar’, deixa um legado de cidadania, conhecimento e honestidade.”

Em 2020, uma de suas sentenças ganhou grande repercussão, pois, ao negar o pedido para andar sem máscara de um morador de Criciúma, Aujor afirmou que "só último habitante da terra poderá andar sem máscara" e que a máscara é um "item de proteção coletiva".

O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, em sua página no Twitter, prestou sua homenagem a Aujor: "Ele deixa um enorme legado como pessoa e profissional."

O promotor Alex Sandro Teixeira da Cruz compartilhou uma nota de solidariedade: "Hoje se vai Pedro Aujor... Nosso Pedro não foi apenas o jurista insuperável, o magistrado brilhante, o profissional exemplar. Para nós, que desfrutávamos de sua convivência diária e amizade de décadas, Pedro era aquele tipo de pessoa com quem a gente senta para conversar e não quer que a conversa acabe, daqueles que, quando estão conosco, a gente pede que o tempo não passe..."

Foi, antes de tudo, um pensador além de seu tempo, um amigo incondicional e um ser humano encantador. Nossas discussões e reflexões jurídicas, políticas, sociais, filosóficas, musicais e futebolísticas vão ficar em minha memória pelo resto de meus dias. Pedro era a sabedoria em pessoa e fonte de inspiração e aprendizado para todos nós...

Agradeço a Deus por ter tido a oportunidade de haver, por tantos anos, desfrutado do convívio e da amizade desse lageano de coração maior do que mundo, flamenguista roxo e amigo como poucos.

Com toda certeza, hoje o céu está em festa, por receber essa alma generosa e cheia de luz. Que seja recebido de braços abertos em sua merecida morada ao lado do Pai!

Ficamos nós, aqui, até chegar nossa hora, com o orgulho de poder tê-lo chamado de amigo, irmão, e com o compromisso de honrarmos seu imensurável legado...”




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Revista Consultor Jurídico, 12 de julho de 2021, 12h28

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