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Eleições 2020

Facebook se prepara para ajudar a conter violência eleitoral nos EUA

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A rede social Facebook preparou medidas de emergência para suprimir a disseminação de postagens que incitam a violência ou tentam organizar agitações após a eleição presidencial de 3 de novembro nos EUA. A empresa está implementando nos EUA um conjunto aperfeiçoado de ferramentas que já usou em países “em risco”, como Sri Lanka e Myanmar.

A gigante da mídia social adotou políticas de contingência, segundo o Wall Street Journal e o site c/net, que incluem limitar a velocidade com que as postagens virais se disseminam entre os usuários, reduzir os padrões do que a plataforma considera muito inflamatório para permanecer no site; ajustar os tipos de conteúdo que aparecem na linha do tempo (timeline) dos usuários e vigiar softwares que possam ser usados para promover conteúdo potencialmente perigoso.

O Facebook entende que, como já aconteceu em algumas oportunidades, tumultos políticos podem se iniciar na mídia social, antes de se espalhar pelas ruas das cidades.

“Estamos aplicando as lições que aprendemos em outras eleições. Contratamos especialistas, montamos novas equipes com experiência em diversas áreas, para nos prepararmos para vários cenários”, disse um porta-voz da empresa às publicações.

“Criamos novos produtos, fizemos parcerias e adotamos novas políticas – tais como interromper anúncios pós-eleitorais – para assegurar que estejamos mais preparados do que nunca para os desafios de uma eleição em tempos de crise e pandemia global”, acrescentou.

O Facebook tem enfrentado dificuldades para lidar com conteúdo problemático em sua plataforma, que tem mais de 2 bilhões de usuários. Entre os problemas mais sérios, estão a incapacidade da empresa de impedir a disseminação do vídeo da matança em Nova Zelândia, a alimentação do genocídio de muçulmanos em Myanmar, a desinformação no WhatsApp e teorias de conspiração sobre vacinação no Instagram.

“O combate ao abuso é uma batalha morro acima”, diz a empresa, que espera ter muito trabalho para moderar as postagens de conteúdo inflamatório nessas eleições nos EUA. A empresa vai censurar conteúdo de intimidação de eleitores e o que encoraja correligionários a fazer vigilância não autorizada dos locais de votação.

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, declarou em setembro que a eleição presidencial deste ano nos EUA não será normal. “Com o país tão dividido e com a previsão de que a contagem nos votos pode levar muitos dias ou mesmo semanas, há um risco maior de agitação civil em todo o país”, ele disse.




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 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 29 de outubro de 2020, 7h41

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