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Racismo Estrutural

Após morte de João Alberto, lojas do Carrefour são alvos de protestos

Após a morte de João Alberto Silveira Fretas, um homem negro de 40 anos que foi espancado por seguranças de uma unidade do Carrefour em Porto Alegre, inúmeras lojas da rede de supermercado foram alvos de protestos em todo o país nesta sexta-feira (20/11), dia da consciência negra.

Instagram/DjongaProtesto em unidade do Carrefour em Belo Horizonte

Mais de duas mil pessoas protestaram em frente ao Carrefour onde João Alberto foi morto. Houve confronto entre um grupo de manifestantes e a Brigada Militar, que estava no interior do estabelecimento. Em cidades como Curitiba, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro também houve protestos, com gritos de "assassinos" e "vidas negras importam".

Em São Paulo, manifestantes iniciaram um protesto em frente ao Masp, na avenida Paulista. Sobre o asfalto da via foi inscrita, durante a noite, a frase "Vidas Pretas Negras Importam". Os manifestantes marcharam até uma unidade do Carrefour em uma das áreas mais nobres da cidade. Eles invadiram o estabelecimento e atearam fogo no local. Vidros, grades e portas foram quebrados, e produtos foram destruídos e espalhados pelo chão. Ninguém ficou ferido.

Enquanto isso, nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro se manifestava pela primeira vez, sem citar diretamente a morte de João Alberto, nem lamentar o ocorrido. Na mesma linha do que havia dito mais cedo o vice-presidente Hamilton Mourão, para quem não existiria racismo no Brasil, Bolsonaro afirmou ser "daltônico" porque "todos têm a mesma cor".

"Não existe uma cor de pele melhor do que as outras. Existem homens bons e homens maus. São nossas escolhas e valores que fazem a diferença", afirmou o presidente. Ele disse ainda que problemas como o da violência são vivenciados por todos, "de todas as formas, seja um pai ou uma mãe que perde o filho, seja um caso de violência doméstica, seja um morador de uma área dominada pelo crime organizado".




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Revista Consultor Jurídico, 21 de novembro de 2020, 11h54

Comentários de leitores

6 comentários

Avante Brasileiros

Negro de Santos - Empreendedor Social (Administrador)

Apuração pertence a justiça e a defesa a OAB, que não se entende o porque não esta no caso. Pela repercussão do caso, digo OAB e não advogado.

Em relação as ideologia, a esquerda e direita só confundem cada dia mais.

Os Negros do Brasil esta como esteja com algo entalado na garganta porque o abolicionismo ainda não esta completo, nos 12 anos de esquerda, que iniciou em 2003, com a criação da SEPPIR, não foi firmado a condição moral para participação da Representação do Negro na sociedade, impuseram o privilégio das cotas o que facilitou muitos negros dentro do setor público mas, deixou a maioria fora em relação ao direito público e privado, embora o ordenamento jurídico para as finalidades esta implantado de forma satisfatória mas, não existe ainda quem defende.

Atualmente a direita esta portando no direito de acabar com tudo que a esquerda fez se apegando no que acha que foi realizado de forma errada mas sem, visão para o progresso.

Valorização da População Negra, compromisso do Estado Brasileiro em tratado internacional o fundamento é a Declaração Universal dos Diretos Humanos, o que falta é a defesa jurídica.

O presidente Bolsonaro e o vice Mourão sem exlarecer que não existe racismo no Brasil, o ministro Luiz Edson Fachin é enfático: "Há racismo no Brasil. E explica.”É uma chaga infame que marca a interface entre o ontem e o amanhã".

Racismo prejudica o Negro mas, também prejudica a sociedade, o ruim é que a sociedade porta como normal mas, o debate esta surgindo começaremos avançar no Brasil quando todas ideologias aprenderem que somos um só, todos contra o racismo e quem irá impor esta união será o próprio negro porque é muitos opinando para nenhum resultado que colabore.

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Será que esse saque será apurado?

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Se o assassinato de João Alberto foi um ato racista, ainda será apurado, mas esse saque certamente foi um ato racista. Será que o acovardado Carrefour vai exigir a investigação rigorosa dos criminosos?

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Pois é, "coincidências" importam

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Havia a programação de manifestações populares em cidades de vários Estados do Brasil pelo "Dia da Consciência Negra".
Coincidentemente, na véspera, ocorreu o "assassinato" de um negro em Porto Alegre dentro do estabelecimento de uma das unidades do supermercado Carrefour.
Coincidentemente, "explode" uma onda de protestos traduzida por "Vidas pretas negras importam" à semelhança da onda de protestos "Black Lives Matter" nos EUA.
Coincidentemente, estamos em período eleitoral no Brasil assim como nos EUA e denúncias de fraude nas eleições.
Pessoalmente, acho que um autêntico e eficaz protesto é não comprar mais no supermercado Carrefour no Brasil inteiro. Além de ser uma resposta ao suposto "racismo" dos seguranças do Carrefour, seria também uma resposta eficaz a muitos outros abusos dessa empresa transnacional e ao seu "representante" instalado no governo francês, o qual, frise-se, acha que a Amazônia é "a casa dele" e não tem "papas na língua" para criticar o governo brasileiro.

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A que a papel ridículo esta senhora se presta

Harlen Magno (Oficial de Justiça)

Uma advogada papagaiando as teorias conspiratórias insanas da direita que se apossou da política Brasileira com eleição de jair bolsonaro e sua seita ideológica. Comentários sem o menor verniz jurídico que se espera de uma advogada, ainda mais eu site como o Conjur. Pior, sem o mínimo respeito com a dor da família de um cidadão assassinado, e de milhões de negros vítimas da sistêmica violência racista no Brasil. Uma vergonha.

A propósito

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

https://www.youtube.com/watch?v=7rgLk5RMoQg

Correção

Flávio Marques (Advogado Autônomo)

"para criticar o pífio e negacionista (DES)governo 'fascista' brasileiro"! Agora ficou melhor com a correção!!!

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