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Como o empresariado pode se reinventar em tempos de Covid-19?

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Paira sobre o meio empresarial uma série de incertezas de como será a reestruturação da economia no chamado "pós-coronavírus". E a preocupação tem grande fundamento, vez que estamos presenciando um período da história que não esperávamos e sequer estávamos preparados para vivenciar.

Fato é que já se foram quatro meses em isolamento social e inúmeras restrições, as quais culminaram em queda drástica no faturamento das empresas e na geração de emprego e renda, afetando desde os grandes industriais e comerciantes até microempresários e autônomos.

Inevitavelmente, já se pôde sentir, como um espinho cravado na carne, os reflexos na economia decorrentes da pandemia, entre eles se destacam: diminuição expressiva no faturamento das empresas, redução dos valores imobiliários, inúmeras demissões, suspensões dos contratos de trabalho, dívidas que se acumulam, problemas com relação aos contratos comerciais, sem falar no aumento do dólar, que afetou toda a economia como um efeito em cadeia, ou seja, quando derrubamos o primeiro dominó, todas as peças caem.

Pois bem, o que está acontecendo e suas consequências é de conhecimento geral, mas a pergunta da vez é: como o empresariado pode se reinventar e se recuperar em meio a tantas transformações repentinas?

Em primeiro lugar, há que se ter consciência de que não há uma solução pronta e acabada para recuperação econômica do negócio ou empresa, todavia, pode-se considerar uma série de caminhos e opções para mudar o rumo dos ventos e se reerguer.

É crucial desenvolver um plano de ação para uma reestruturação organizacional da empresa e, nesse sentido, o projeto deve abordar quais atividades são desenvolvidas, com quantos empregados é possível desenvolver a atividade, como diminuir custos fixos e até mesmo, renegociar contratos de forma a ter um alívio orçamentário para seguir em frente. É importante que esse plano de ação seja escrito, a fim de que as ideias sejam visualizadas, mas, muito mais do que isso, que cada uma delas, aos poucos, sejam aplicadas no ambiente empresarial.

Outra questão imprescindível é adequar, de uma vez por todas, a empresa às normas sanitárias, propiciando aos empregados e clientes toda a segurança necessária para confiar no negócio e continuar consumindo determinado produto ou serviço.

Não se pode esquecer que vivemos uma nova era: a tecnológica, e nesse sentido o empresário tem a opção de aperfeiçoar seu negócio de acordo com as novas e mais variadas tecnologias disponíveis no mercado. Um bom exemplo pode ser utilizar os meios digitais como Zoom ou Google Meet para reuniões com clientes sem sequer sair de casa, bem como dar opção ao cliente o comércio de produtos e serviços em plataforma online.

Nesta fase, é primordial que os empresários desenvolvam estratégias de marketing, a fim de incentivar os clientes a consumirem produtos e serviços do comércio local, de forma a manter a economia aquecida e resguardar postos de trabalho e renda.

Muitas são as formas de se reinventar, além disso, o empresariado deve contar com o apoio de profissionais que o auxiliem no seu plano de ação, como boa assessoria jurídica, contábil, de gestão empresarial e marketing digital.

Estamos vivendo um "novo normal", os tempos são difíceis, mas, ao mesmo tempo, desafiadores. Não é impossível se reerguer, mas é necessário ter atitude e bom ânimo mantendo-se forte para superar este período. É necessário ter consciência de que somente os adaptáveis e resilientes irão sobreviver. Essa fase vai passar e é necessário estar pronto para crescer!

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 é advogada no escritório Caggiano Advocacia. professora/corretora na Uninter, pós-graduada em Direito Constitucional, em Direito, Processo do Trabalho, Direito Previdenciário e em Educação.

Rodrigo Anciutti Caggiano é advogado no escritório Caggiano Advocacia, professor/corretor na Uninter, pós-graduado em Direito, Processo do Trabalho, Direito Previdenciário e em Educação.

Revista Consultor Jurídico, 12 de julho de 2020, 13h14

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