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Coisificação da mulher

OAB-RJ repudia machismo e assédio no Big Brother Brasil

Nota da Diretoria de Mulheres e da Comissão Mulher da OAB-RJ repudia cenas de assédio e machismo no reality show
Reprodução/ TV Globo

A Diretoria de Mulheres e a Comissão Mulher da seccional fluminense da OAB divulgou nota de repúdio com relação as cenas de desrespeito ao sexo feminino no Big Brother Brasil 20, da TV Globo.

Na nota, as advogadas citam casos em que as participantes do reality show da Rede Globo sofrem contatos físicos que podem ser interpretados como de cunho sexual.

Leia abaixo a nota na íntegra:

A Diretoria de Mulheres da OABRJ e a Comissão OAB Mulher da Seccional do Rio de Janeiro vêm a público manifestar sua indignação a respeito do tratamento dado às mulheres pelos participantes homens do reality show Big Brother Brasil 20. Estão sendo veiculadas na TV e noticiadas nas redes sociais diversas cenas em que, não só as participantes mulheres são completamente coisificadas e ofendidas, como também sofrem contatos físicos que podem ser interpretados como de cunho sexual.

É extremamente preocupante que comportamentos como esses sejam veiculados em rede nacional de forma naturalizada. Eles refletem a violência com que as mulheres são tratadas diariamente em nosso País e podem acabar estimulando a perpetuação desse tipo de conduta pela sociedade, que a entende como positiva, já que está sendo praticada por homens que acabam se tornando "ídolos". Além disso, é no mínimo temeroso colocar sobre as vítimas a responsabilidade da sanção contra esses atos. Isso porque, comumente, por questões estruturais da sociedade, as vítimas não têm consciência da gravidade das situações que vivenciam e, muitas vezes, também optam por não penalizar seus agressores, dentre muitos motivos, pelo temor de a denúncia se voltar contra elas.

Tendo em vista a repercussão que o programa possui em todo o Brasil, é de suma importância ressaltar que comportamentos como esses não podem ser tolerados e normalizados. É necessário não só exaltar, mas agir em prol do respeito às mulheres, do fim da violência e de todo o tipo de discriminação por gênero.

A Diretoria de Mulheres e a Comissão OAB Mulher RJ reiteram o repúdio a qualquer ato de violência de gênero, permanecendo em sua missão de promover a conscientização sobre o assunto, além de ações para prevenção e enfrentamento dessa triste realidade.

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Revista Consultor Jurídico, 31 de janeiro de 2020, 22h03

Comentários de leitores

1 comentário

são feminazis ? Deveriam ter indicado as cenas para que poss

analucia (Bacharel - Família)

são feminazis ? Deveriam ter indicado as cenas para que possam ser analisadas, e não de forma genérica. Por outro lado, mulher adulta naquela situação tem plena capacidade de reclamar. Não são incapazes como se afirma na nota. O assedio sexual deve ser combatido, mas sem visão feminazi, inclusive respeitando-se homens e mulheres a se tratarem como querem. Em breve, vão proibir sexo com toque por entenderem que é humilhante;

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