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Batalha campal

Foliões relatam brigas sem intervenção da PM no Carnaval de Salvador

Imagem de confusão no Carnaval da Bahia
Reprodução

Diversas imagens e vídeos compartilhados na internet têm mostrado batalhas campais no Carnaval da Bahia, em alguns casos sem a intervenção da Polícia Militar do estado.

O governador Rui Costa (PT), no entanto, disse neste domingo (23/2) que a atuação da PM, "de uma forma geral, está seguindo o padrão do ano passado".

O petista destacou a nova abordagem da Polícia na folia. "Quando estava no trio de Bell na quinta-feira [passada], eu fiquei observando que quem estava na frente e atrás do trio, estava tranquilo, dançando, namorando e curtindo a festa. Mas do lado, eu via homens fortões dançando em posição de briga. Teve um que partiu o supercílio e depois veio e abraçou o outro. Eu queria que um psicólogo, um psiquiatra ou um sociólogo fizesse um estudo sobre isso. Estamos fazendo um esforço para identificar esses casos e trazendo mudanças do comportamento militar", pontuou. 

Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), cerca de 2,5 milhões de pessoas foram contabilizadas passando pelos portais de abordagem, no terceiro dia de festa, neste domingo. Segundo levantamento do Correio da Bahia, nos postos policiais foram registrados 17 casos de lesões  corporais, contra 16 no mesmo período do ano passado.

Já os furtos, tiveram queda de 20,1% com 172 ocorrências, enquanto em 2019 foram 219 registros. Os roubos tiveram diminuição  de 4,5% — 21 casos, contra 20 do último Carnaval. 

Na coletiva deste domingo, o governador também se mostrou preocupado com a situação do Ceará.  "Tudo isso me preocupa quanto ao rumo que o país está tomando. Infelizmente o Brasil está desgovernado, sem controle, tudo isso fruto dessa instabilidade institucional. Os estados nordestinos estão remando contra a maré."

Em nota, a Polícia Militar não detalha casos específico, porém informa que está presente em todos os circuitos, nos portais de abordagem, nos postos elevados de observação e no entorno da festa, com "atuação ostensiva e preventiva, fazendo conduções às delegacias quando necessário".

No comunicado, a corporação diz ainda que a orientação do Comando Geral é para que as patrulhas evitem o contrafluxo e o posicionamento nas cordas, "liberando assim mais espaço para o folião brincar o carnaval nas ruas".

Veja abaixo um dos vídeos:




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Revista Consultor Jurídico, 24 de fevereiro de 2020, 16h11

Comentários de leitores

2 comentários

Nordeste remando contra a maré

Vercingetórix (Advogado Autônomo - Civil)

Será se eu entendi bem?

A afirmação só faz sentido se a "maré" for a redução do índice de desemprego, redução exponencial do número de crimes violentos e aumento de investimentos estrangeiros.

É, a frase faz sentido.

Nota da Redação - comentário ofensivo Comentário editado

Zeca urubu (Juiz do Trabalho de 1ª. Instância)

Comentário ofensivo removido por violar a política do site.

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