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Judiciário custa caro, mas é quase de graça para população pobre, diz Toffoli

A Constituição de 1988 trouxe um pacto social a um custo econômico, mas conseguiu arbitrar um país extremamente complexo dando sua Justiça universal.

"Muitos falam do custo da Justiça no Brasil. "Ah, o Judiciário no Brasil é muito caro." Mas é de graça. Vamos e venhamos, todo mundo que já teve acesso à Justiça sabe que os custos são mínimos. Vai comparar com o Reino Unido, vai comparar com os Estados Unidos?", questionou o presidente do Supremo Tribunal Federal e presidente do Conselho Nacional de Justiça, Dias Toffoli.

No quarto vídeo da série da entrevista exclusiva dada em visita à TV ConJur, o ministro disse que, em países mais desenvolvidos, muitos não vão à Justiça porque não têm dinheiro para pagar.

"Nós temos uma estrutura de Defensoria Pública, que é quem melhor lê o Judiciário, porque o faz pelo mais pobre (...) Isso tem um preço. E a sociedade tem que saber que esse é um preço digno para a gente manter uma sociedade com 210 milhões de habitantes, com diferenças sociais entre as pessoas, econômicas entre as regiões do país, e harmonizar todo esse universo. Isso não é fácil."

Clique aqui e leia a íntegra da entrevista, e veja o vídeo abaixo:

Revista Consultor Jurídico, 19 de fevereiro de 2020, 13h44

Comentários de leitores

7 comentários

isso prova como o STF não sabe nada sobre a realidade proces

daniel (Outros - Administrativa)

isso prova como o STF não sabe nada sobre a realidade processual e social. Vivem no oásis e bajulados por advogados de elite. A Justiça Gratuita no Brasil precisa ser reformulada para ter critérios objetivos , e seria um direito em vez de favor judicial. E ao final quem for vencido deve provar que não consegue pagar as custas.

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Essa fala do ministro, é sério???

Não abuse das boas pessoas (Funcionário público)

Estou com 2 (dois) processos tramitando. 1 contra o estado da Bahia e outro contra o município. Já fazem-se meses que estou aguardando a defensoria pública juntar as procurações.

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Redomas de vidro

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Por outro lado, fico imaginando um ministro de tribunal superior nos EUA, na Alemanha, no Japão, ou em qualquer país minimamente civilizado lançar uma afronta dessa magnitude em face ao cidadão que paga seus vencimentos. Nesse caso, o envolvido não perderia o cargo, mas seria tratado como louco e aposentado por invalidez. Aqui, as expressões ofensivas são apenas mais um arroto de orgulho e vaidade, que sequer ganha o grande noticiário tantas são as afrontas diária praticadas pelos agentes públicos de dentro de suas redomas de vidro custeadas com dinheiro público.

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