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O bom advogado nos tempos atuais é outro

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O conceito de bom advogado foi revolucionado com o passar dos anos — e na hipermodernidade as quebras de paradigmas acontecem em velocidade exponencial —, pois as mudanças e transformações são tão dinâmicas quanto as novidades tecnológicas. Dessa forma, as exigências do mercado hoje são outras e, para atendê-las, é fundamental que o profissional incorpore as tendências que acompanham a Revolução 4.0.

E não poderia ser diferente. Estamos na era do hipermovimento, da revolução da consciência coletiva, das inúmeras possibilidades, das tendências e contratendências, da diversidade, da economia da experiência, da interação, da inovação. Então nada mais justo do que exigir que o advogado seja multidisciplinar.

Hoje buscamos em outras fontes o conhecimento necessário para prestar um bom atendimento e ter sucesso na profissão. Hoje somos um pouco empresários, um pouco publicitários, um pouco psicólogos, um pouco poetas. Hoje precisamos estar sempre conectados e engajados em renovar nossa confiança criativa.

Ou seja, hoje o bom advogado precisa ser disruptivo: romper com os dogmas do tradicionalismo e do conservadorismo no exercício da profissão para imergir em uma versão da advocacia voltada a novos valores e propósitos.

E, mais do que ser bom, também é importante parecer bom. A tangibilização da qualidade do nosso trabalho é composta por múltiplos fatores: bom atendimento, uso da tecnologia para disponibilização de ferramentas que deixem o cliente bem informado sobre suas demandas e, principalmente, resolução efetiva delas, com o melhor custo/benefício — otimizando dois recursos fundamentais: dinheiro e... tempo!

É, no mínimo, desafiador ser um bom advogado na Revolução 4.0. Aos que estão em constante movimento em busca de sua melhor versão, um feliz 11 de agosto.

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 é advogada da equipe do escritório BVK Advogados.

Revista Consultor Jurídico, 11 de agosto de 2020, 11h09

Comentários de leitores

3 comentários

Novo conservadorismo

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Tem no texto: "Ou seja, hoje o bom advogado precisa ser disruptivo: romper com os dogmas do tradicionalismo e do conservadorismo no exercício da profissão para imergir em uma versão da advocacia voltada a novos valores e propósitos",

Uma análise do comportamento sob o prisma hegeliano, o advogado deve incorporar novas práticas, novos conhecimentos, novos ideais que, desembocam em novo "stato quo", formando um novo conservadorismo.

Mudou o "nique"?

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Escudeiro Jurídico é um apelado que está mais adequado para o "novo normal" em que ambientes de contato com o público estão instalando "escudos de proteção" nos balcões de atendimento, caixas bancários etc.
Escudeiro Jurídico: não quer contato com o jurisdicionado! Quer observar tudo em sua bolha transparente, recebendo nutrientes da multidão exposta ao pandemônio.
Mas não perdeu a mania: comentando em horário de trabalho!

Fim da atividade de meios?

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Foi dito que o "A tangibilização da qualidade do nosso trabalho é composta por múltiplos fatores: (...) e, principalmente, resolução efetiva delas, com o melhor custo/benefício."
Ao que parece a efetividade é posta como sinônimo de eficácia.
Se é assim (eficácia sinônimo de efetividade), parece ser o fim da atividade de meios e a imersão na atividade de resultado. E no campo do contencioso, pode ser perigoso, principalmente na seara criminal.
Pior: será o início da responsabilização por descumprimento contratual, na forma do CDC, por um resultado que depende também da compreensão de terceiro (Juiz, julgador administrativo)...

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