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Sob vaias e aplausos, Deltan reza e dá lição de ética a aficionados

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Dentro do teatro, Deltan foi aplaudido
ConJur

Entre as vaias de quem estava do lado de fora e gritava "Lula Livre" e os aplausos efusivos de parte dos presentes dentro do teatro municipal de Santo André (SP), o procurador da República Deltan Dallagnol, antes de começar sua palestra desta sexta-feira (25/10), fez uma breve “meditação” ao ouvir: “Deus colocou as autoridades onde elas agora estão para o nosso bem. Devemos orar por eles, pelas autoridades”, anunciava o capelão da Fadisa, organizadora do evento.

O chefe da força-tarefa da "lava jato" em Curitiba, bombardeado recentemente pelo vazamento dos diálogos entre integrantes do consórcio por meio do aplicativo Telegram, pautou a imprensa presente no evento, conclamando a uma pressão maior sobre "os investigados".

As manifestações negativas desta sexta foram menos enfáticas do que as que Deltan recebeu no último sábado (19/10) em Porto Alegre. Na capital gaúcha, o procurador abandonou o evento, onde daria a mesma palestra.

Na desta sexta, a organização do evento agiu rapidamente: logo na entrada de Deltan, acionou o "Hino Nacional", tocado em pleno volume, abafando os gritos dos que estavam de fora e também das vaias de alguns presentes nas cadeiras do teatro.

Fora do teatro, Deltan foi vaiado
ConJur

Mas o teatro ufanista também emocionou alguns apoiadores fervorosos, que o aplaudiram com força no que viam ali se materializar num “novo Brasil”, profetizado em eventos muito bem pagos ao agente federal, pelos quatro cantos do Brasil, conforme revelaram algumas reportagens baseadas nos vazamentos.

Mas Deltan fez questão de dizer na palestra que é péssima a ideia de que "existem heróis na 'lava jato'". Também se defendeu das acusações de que as investigações da força-tarefa tivessem motivação partidária.

Ignorou que o que se discute agora nem é mais projeto ou favorecimento partidário, mas sim benefícios próprios, para os agentes do Ministério Público Federal e o ex-juiz Sergio Moro, agora ministro da Justiça. Pudera, nem foi questionado.

Falou basicamente sobre combate à corrupção, que deveria ser, na visão dele, o foco no julgamento do STF sobre a execução antecipada da pena. Ao fim, saiu rapidamente sem prestar contas à imprensa presente.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 25 de outubro de 2019, 12h44

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"Girolamo Savonarola

O IDEÓLOGO (Outros)

"Girolamo Savonarola (Ferrara, 21 de setembro de 1452 — Florença, 23 de maio de 1498), cujo nome é por vezes traduzido como Jerônimo Savonarola ou Hieronymous Savonarola, foi um padre dominicano e pregador na Florença renascentista que ficou conhecido por suas profecias, pela destruição de objectos de arte e artigos de origem secular e seus apelos de reforma da igreja católica.
Savonarola veio de uma antiga e tradicional família de Ferrara. Devotou-se ao estudo da filosofia e medicina e em 1474, durante uma viagem a Faenza, ouviu um sermão proferido por um padre agostiniano, que o fez resolver renunciar ao mundo, incorporando-se à ordem dominicana na Bolonha sem o conhecimento de seus pais.
Savonarola declarava-se um profeta, e escreveu sobre suas visões em seu Compendium revelationum, em que ele associava a corrupção do clero com um dilúvio de pecados e libertinagem e o rei Carlos VIII da França a um "novo Ciro". Quando a França invadiu a Itália e ameaçou intervir na Florença em 1494, essas profecias pareceram se realizar e Savonarola conseguiu suporte público para afastar os Médici do poder e declarar a Florença uma "república popular".
Em 1495, quando a Florença recusou participar da Santa Liga junto ao Vaticano para se opôr à invasão francesa, Savonarola foi convocado a Roma pelo papa Alexandre VI. Savonarola recusou a convocação e prosseguiu a desafiar o papa, pregando sob uma proibição, declarando Florença uma nova Jerusalém: o novo centro do cristianismo no mundo, e começando uma campanha puritana que é lembrada especialmente em virtude das suas recorrentes "fogueiras das vaidades" (Fonte Wikipédia - Brasil).

Deltan

O IDEÓLOGO (Outros)

O novo Savonarola "tapuia".

Acha que recebeu o poder divino

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Um cenário tipico do século VI.

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