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Competência da União

ADPF questiona novas regras do INSS para empréstimo consignado a aposentados

A Central Nacional de Entidades Representativas dos Beneficiários da Seguridade Social (CNAPS) questiona no Supremo Tribunal Federal as novas regras do INSS para concessão de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas.

“É evidente que o INSS não pode legislar sobre assuntos de competência privativa da União, a pretexto de regulamentar temas afetos à sua área de regulação”, diz a entidade.

O questionamento chegou à corte por meio de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), distribuída ao ministro Luiz Edson Fachin.

As novas regras preveem que os benefícios dos aposentados e pensionistas, uma vez concedidos, ficarão bloqueados por 90 dias para a concessão de crédito consignado, e o desbloqueio somente poderá ocorrer mediante autorização expressa do titular ou de seu representante legal. Além disso, somente após 180 dias da data de concessão do benefício, poderão ser realizadas ofertas desses produtos por instituições financeiras, sob pena de caracterizar assédio comercial.

DivulgaçãoNovas regras para empréstimo consignado a aposentados são questionadas no STF

Segundo a CNAPS, a nova regulamentação retirou dos aposentados e pensionistas a possibilidade de empréstimo consignado, “forçando-os a contratar outras formas de crédito muito menos vantajosas, restando apenas as demais linhas de crédito com taxas de juros mais altas”.

A entidade alega que a norma ofende os princípios da pessoa humana, da igualdade, da legalidade, além do direito à propriedade e do princípio da livre concorrência, todos previstos na Constituição Federal. Com informações da assessoria de imprensa do STF.

ADPF 589

Revista Consultor Jurídico, 9 de junho de 2019, 16h22

Comentários de leitores

2 comentários

Só pode ser brincadeira

dendo (Advogado Sócio de Escritório - Previdenciária)

Hilário isso. Os bancos sabiam antes dos segurados e seus advogados da aposentadoria e já ficavam importunando os aposentados tentando enfiar um empréstimo em 60 parcelas e essa associação diz que está em defesa dos aposentados. Com certeza deve ser outros interesses só pode. Só os bancos e as intermediadores querem a revogação dessa norma.

O incrível poder de convencimento dos bancos

SMJ (Procurador Federal)

Uma entidade cujo nome esquisito se diz representante dos segurados e pensionistas ingressa com ADPF para defender que os bancos possam continuar lucrando por meio de assédio a segurados e pensionistas. Por que será?

Se as instituições financeiras movessem a ADPF ficaria feio, pareceria que elas estariam defendendo seus interesses, com parcialidade. Então, os bancos, pela famosa ética que os notabilizaram na história humana, argumentaram bastante e convenceram a (S)C(H)NAPS a mover a ADPF. Tudo em nome da honestidade, transparência e boa-fé processual no trâmite dessa ADPF.

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