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Em resposta ao STF, Bolsonaro nega ter ofendido presidente da OAB

Em resposta enviada ao Supremo Tribunal Federal, o presidente Jair Bolsonaro negou ter a intenção de ofender o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, ao dizer que sabia o que tinha acontecido com o pai dele, Fernando Santa Cruz, morto durante a ditadura militar.

Em julho, Bolsonaro disse que sabia o que tinha acontecido com o pai do presidente da OAB e ainda insinuou que ele teria sido assassinado pelos próprios colegas ligados à esquerda. Porém, o atestado de óbito de Fernando Santa Cruz diz que ele foi morto pelo regime militar.

Alan Santos / PR BrasíliaBolsonaro respondeu interpelação e disse que não teve intenção de ofender ao falar do pai do presidente da OAB

"Não tive qualquer intenção de ofender quem quer que seja, muito menos a dignidade do interpelante ou de seu pai. No tocante à forma pela qual teria ocorrido a morte do pai do interpelante, limitei-me a expor minha convicção pessoal em função de conversas que circulavam à época", afirmou o presidente. As informações foram divulgadas pelo portal UOL.

Bolsonaro afirmou ainda que não imputou nenhum crime ao pai do presidente da OAB e pediu que o Supremo arquive o caso.

"O interpelado não imputou qualquer crime, nem ato específico de violência, ao pai do interpelante ou ao próprio requerente, sendo certo que a característica negativa apontada se dirigiu especificamente ao grupo e não à pessoa do pai do interpelante", diz o documento.

A resposta de Bolsonaro foi dada em interpelação apresentada por Felipe Santa Cruz após as declarações envolvendo seu pai. O relator do caso é o ministro Luís Roberto Barroso. Ele deu 15 dias para Bolsonaro esclarecer o caso, mas o presidente não era obrigado a responder.

Revista Consultor Jurídico, 25 de agosto de 2019, 16h58

Comentários de leitores

4 comentários

O IDEÓLOGO (Outros)

Ivo Lima (Advogado Assalariado)

O Lula está preso ! E vai continuar.
O choro é livre.
O seu ex-presidente não.

O pior

O IDEÓLOGO (Outros)

Diz o texto:"Não tive qualquer intenção de ofender quem quer que seja, muito menos a dignidade do interpelante ou de seu pai. No tocante à forma pela qual teria ocorrido a morte do pai do interpelante, limitei-me a expor minha convicção pessoal em função de conversas que circulavam à época", afirmou o presidente. As informações foram divulgadas pelo portal UOL.
Bolsonaro afirmou ainda que não imputou nenhum crime ao pai do presidente da OAB e pediu que o Supremo arquive o caso".

O presidente é aquele que diz uma coisa e depois se arrepende. Um Presidente não pode ser assim, principalmente de um país que está entre as dez economias do Mundo.
Seria mais inteligente criar estatais para explorar os recursos naturais que entregá-los aos estrangeiros.
O Senhor Jair Bolsonaro lança farpas contra a corrupção. Mas por que não deixa o Ministério Público investigar os seus filhos? Por que interfere em investigações?
O governo dele está pior que o governo da Dilma. Nem se compara com aquele do Presidente Luís Inácio Lula da Silva, no qual o povo pobre voltou a sonhar. O ex-presidente, é um, dos milhares de nordestinos perseguidos pela elite nefasta, estrambólica, infame e desonesta.

Salve 7 de setembro, ótima data p/abolir escravidão moderna

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista. OAB não tem interesse em melhorar o ensino jurídico. Só tem olhos p/ os bolsos dos seus cativos. Tx concurso p/ adv. da OAB/ DF apenas R$ 75, taxa do pernicioso jabuti de ouro, o caça-níqueis exame da OAB, pasme R$ 260, (um assalto ao bolso). Estima-se que nos últimos 24 anos OAB abocanhou extorquindo com altas taxas de inscrições e reprovações em massa cerca de mais de 1.0 BILHÃO DE REAIS. Todo mundo sabe como funciona o enlameado Congresso Nacional. Assim fica difícil extirpar esse câncer a máquina de triturar sonhos e diplomas. Trabalho análogo à condição de escravo. O Egrégio STF ao julgar o INQUÉRITO 3.412 AL, dispondo sobre REDUÇÃO A CONDIÇÃO ANÁLOGA A DE ESCRAVO. ESCRAVIDÃO MODERNA, explicitou com muita sapiência (…) “Para configuração do crime do art. 149 do Código Penal, não é necessário que se prove a coação física da liberdade de ir e vir ou mesmo o cerceamento da liberdade de locomoção, bastando a submissão da vítima “a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva” ou “a condições degradantes de trabalho”, (...) A “escravidão moderna” é mais sutil do que a do século XIX e o cerceamento da liberdade pode decorrer de diversos constrangimentos econômicos e não necessariamente físicos. Priva-se alguém de sua liberdade e de sua dignidade tratando-o como coisa e não como pessoa humana, o que pode ser feito não só mediante coação, mas também pela violação intensa e persistente de seus direitos básicos, inclusive do direito ao trabalho digno. A violação do direito ao trabalho digno impacta a capacidade da vítima de realizar escolhas segundo a sua livre determinação. Isso também significa “reduzir alguém a condição análoga à de escravo" .

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