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Comissão de Jovens Advogados da OAB de Ribeirão impulsiona projetos com Estácio

A Revista QB entrevistou, de forma exclusiva, Silvio Pasquini Oranges, presidente da Comissão de Jovens Advogados da OAB, subsecção de Ribeirão Preto. Ele falou sobre a importância da parceria da OAB com as instituições de ensino, contou sobre sua trajetória no Direito e sobre os eventos que a instituição vem realizando em parceria com a Universidade Estácio de Sá, no campus de Ribeirão Preto (SP).

Confira:

Revista QB — Fale um pouco sobre você: onde se formou, quando foi, qual área atua, e como decidiu comandar a Comissão De Jovens Advogados da Ordem?
Silvio Oranges — 2015 foi meu último ano de curso. Quando iniciei, em 2011, a Universidade era a Uniseb, vindo a tornar-se Estácio em meados de 2014. Portanto sou formado em Direito pela Estácio Ribeirão Preto, e daí iniciou meu carinho e aproximação pela Estácio.

Meu pai é advogado há 25 anos, atuando na área cível. Mas até meu 3º ano do ensino médio pensava em cursar Jornalismo. Me encantei pelo Direito quando, da metade em diante do ensino médio, trabalhei no escritório com meu pai. De lá em diante, já na universidade, tive a oportunidade de estagiar junto à Justiça Federal e do Trabalho, onde tive os primeiros contatos práticos com Direito Tributário e Direito do Trabalho, áreas das quais sou especialista hoje e atuo no escritório. Supri a carência do escritório nessas duas áreas, principalmente na Trabalhista, e busco me especializar cada dia mais.

Após os estágios fora da Advocacia, voltei ao escritório da família ao final de 2014, tendo sido aprovado no exame da Ordem no meu último ano de curso, logo na primeira prova de 2015. Portanto já estou inteirado dos assuntos da advocacia mesmo antes de me tornar advogado.

RBQ — Como surgiu a aproximação com as universidades, com a Estácio em particular?
Silvio Oranges — À frente da Jovem Advocacia, e por ser também um Jovem Advogado, percebi que jovens advogados e advogadas saem com pouquíssimas noções sobre a OAB, ética profissional e prerrogativas dos advogados, e que geralmente todos os formados em Direito tornam-se advogados no início das carreiras jurídicas, independentemente da área que venham a seguir. Com isso em mente, a Comissão da Jovem Advocacia está buscando se aproximar das universidades e dos acadêmicos, tendo a Estácio como a primeira parceira, a primeira da região a abrir suas portas à nossa Comissão.

RQB — Quais projetos a comissão faz, hoje, com as universidades?
Silvio Oranges — Neste início de gestão da nova diretoria (triênio 2019/2021) estamos iniciando os trabalhos do "OAB vai à Faculdade", encabeçado pela Comissão da Jovem Advocacia, mas com o apoio e presença de muitas outras Comissões, para tratar com os acadêmicos sobre os mais diversos temas. Desde visitas a Centros de Ressocialização até aulas sobre Ética e Prerrogativas do Advogado, a ideia é apresentar ao estudante de Direito que o conteúdo dos livros é sim de suma importância, mas que os fatos jurídicos ocorrem aqui fora, e que devemos nos aproximar da parte humana do curso, já que o advogado, via de regra, deve lidar com outros seres humanos diariamente, e não somente com livros.

A Comissão da Jovem Advocacia têm coletado as demandas tanto dos jovens advogados como também dos acadêmicos, tentando levar a todas as demais Comissões os possíveis projetos, que devem ser criados também pelos estudantes.

Mais um projeto que buscamos iniciar é de atividades junto às Atléticas de Direito da região, fomentando Olimpíadas das Atléticas de Direito e outras ações filantrópicas, aproximando os acadêmicos, que logo serão jovens advogados, da OAB, seja pelo estudo, pela orientação e conscientização, ou através do esporte e filantropia.

Revista Consultor Jurídico, 13 de agosto de 2019, 18h04

Comentários de leitores

1 comentário

Ajude-nos abolir o trab. análogo escravidão moderna da OAB

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista. Os mercenários gostam de meter o bedelho em tudo.
OAB não tem interesse em melhorar o ensino jurídico. Só tem olhos p/ os bolsos dos seus cativos. Tx concurso p/ adv. da OAB/ DF apenas R$ 75, taxa do pernicioso jabuti de ouro, o caça-níqueis exame da OAB, pasme R$ 260, (um assalto ao bolso). Estima-se que nos últimos 24 anos OAB abocanhou extorquindo com altas taxas de inscrições e reprovações em massa cerca de mais de 1.0 BILHÃO DE REAIS. Todo mundo sabe como funciona o enlameado Congresso Nacional. Assim fica difícil extirpar esse câncer a máquina de triturar sonhos e diplomas. Trabalho análogo à condição de escravo. O Egrégio STF ao julgar o INQUÉRITO 3.412 AL, dispondo sobre REDUÇÃO A CONDIÇÃO ANÁLOGA A DE ESCRAVO. ESCRAVIDÃO MODERNA, explicitou com muita sapiência (…) “Para configuração do crime do art. 149 do Código Penal, não é necessário que se prove a coação física da liberdade de ir e vir ou mesmo o cerceamento da liberdade de locomoção, bastando a submissão da vítima “a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva” ou “a condições degradantes de trabalho”, (...) A “escravidão moderna” é mais sutil do que a do século XIX e o cerceamento da liberdade pode decorrer de diversos constrangimentos econômicos e não necessariamente físicos. Priva-se alguém de sua liberdade e de sua dignidade tratando-o como coisa e não como pessoa humana, o que pode ser feito não só mediante coação, mas também pela violação intensa e persistente de seus direitos básicos, inclusive do direito ao trabalho digno. A violação do direito ao trabalho digno impacta a capacidade da vítima de realizar escolhas segundo a sua livre determinação. Isso também significa “reduzir alguém a condição análoga à de escravo"

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