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Política de integridade

Grace Mendonça defende cultura ética em empresas e no Estado

A advogada-geral da União, ministra Grace Mendonça, afirmou que somente com uma cultura ética enraizada e uma política de integridade firme as instituições — sejam elas públicas ou privadas — podem alcançar seus objetivos de forma segura e duradoura.

Ministra Grace Mendonça destacou importância de criar cultura da integridadeBeto Barata/PR

As declarações foram dadas nesta segunda-feira (10/9), na Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, durante apresentação de aula magna na abertura do primeiro LL.M (espécie de pós-graduação) em Global Compliance, Ética e Governança Corporativa.

“A criação desse tipo de cultura zela para que as normas sejam respeitadas e ilícitos não aconteçam. E por que isso é importante? Porque em última análise o que as empresas e o Estado querem é segurança. O que é o risco? É tudo que causa impacto na atividade daquela organização. E a depender de como o indivíduo atua na empresa privada ou no Estado, você pode fulminar os objetivos daquela organização e, no caso daquela empresa, o espaço no mercado. Por isso é importante ter um olhar atento para as políticas de integridade das instituições”, avaliou a advogada-geral. Com informações da Assessoria de Imprensa da AGU. 

Revista Consultor Jurídico, 11 de setembro de 2018, 17h16

Comentários de leitores

1 comentário

O papel da AGU na melhora do serviço público

SMJ (Procurador Federal)

Advogada-Geral da União. Está aí um cargo de muita responsabilidade e o mais importante na luta contra a cultura da corrupção. Talvez por isso mesmo é o menos prestigiado pela mídia, que só reconhece Ministros do Judiciário e Procuradores da República.

Rogo que a Dra Grace reative o programa de "compliance" da Previdência Social (o Programa de Redução de Demandas/PRD da PFE/INSS), o que ensejaria melhor prestação de direitos previdenciários e assistenciais à população e evitaria a quantidade de demandas judiciais que faz do INSS o maior litigante da Justiça brasileira segundo o CNJ.

Por fim, observe-se a necessidade de nossa cultura política e administrativa exorcizarem o neoliberalismo que adoece a República pós-1988 e que é contrário à melhora da prestação de serviço público à população e, pelo mesmo motivo, frontalmente contrário à concretização dos direitos sociais previstos na mesma Carta Magna.

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