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Escolha do litigante

CCJ da Câmara aprova permissão para juizado especial julgar Direito de Família

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou a possibilidade de autores de ações envolvendo Direito de Família optem pelo rito dos juizados especiais cíveis. A votação do Projeto de Lei 5.696/2001 ocorreu na quarta-feira (19/9) e, por tramitar em caráter conclusivo, a proposta deve seguir para análise do Senado.

De acordo com o texto, o autor do processo poderá optar pelo rito sumaríssimo, como é conhecido o processo em juizados especiais, desde que a causa de família não exceda um imóvel como patrimônio. Nesses casos, geralmente as disputas são resolvidas por conciliação, que será antecedida por mediação conduzida por uma equipe especializada.

Advogados deverão acompanhar partes por conta do tema especializado.
123RF

O juiz continua podendo conceder tutela liminar, quando há risco de algo ocorrer até a decisão final, e os recursos a essa decisão devem ser feitos ao juizado especial.

O PL define ainda que, diferentemente de outros processos julgados por esses juizados, as partes deverão comparecer acompanhadas de advogados. A justificativa é a existência de questões de direito especializado em disputa.

A proposta também trazia uma autorização para que os estados criem juizados especiais de família, mas o relator da proposta, deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), retirou essa parte porque a organização do judiciário regional é de alçada estadual, e caso seja aprovada a proposta, os estados já podem criar juizados especiais de família, sem isso constar da nova lei. Com informações da Agência Câmara.

Revista Consultor Jurídico, 22 de setembro de 2017, 11h22

Comentários de leitores

1 comentário

Sem advogado !

FAB OLIVER (Consultor)

Mais uma prova de que o advogado é dispensável a administração da justiça. As faculdades de quinta (paradoxalmente de 5 pontos no enade) formam advogados de determinada casta da sociedade, os quais tem como principal clientela as pessoas de baixa renda e como principal objeto, demandas de família. Agora vai haver um monte de adevas sem trabalho. O trabalho diminui mas a concorrência só aumento, posto ser vendida a ilusão de que a profissão é pomposa. Sou pobre, embora não consiga ficar rico ou me tornar médico, consigo virar dotô com a OAB!

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