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Crescimento de 20%

Mercado jurídico movimenta R$ 50 bi por ano no Brasil, aponta levantamento

O mercado jurídico movimenta, a cada ano em torno de R$ 50 bilhões, impulsionado por empresas que recebem até 20 mil processos em um único mês. É um setor que cresce em torno de 20% anualmente. Esses dados foram levantados pela organização da Fenalaw, evento jurídico que acontece anualmente em São Paulo.

O Brasil tem cerca de 1 milhão de advogados registrados na Ordem dos Advogados do Brasil. Ao todo, são 539 mil homens e 499 mil mulheres. Para se ter uma ideia do crescimento da área jurídica, em 2006 o país tinha 574 mil advogados, um crescimento de 80,99% em 11 anos.

O IBGE projeta que a população brasileira em 2016 chegou a 206 milhões de habitantes (segundo o instituto, um novo brasileiro nasce a cada 20 segundos). Numa comparação simples, há um advogado para cada 205 habitantes — 0,5% da população atua na área.

Corredor da Fenalaw em 2014. 

Segundo o levantamento Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça, o país tem 102 milhões de processos ativos. Em outra comparação simples, são 102 processos para cada advogado.

“Tudo isso faz do mercado jurídico uma área promissora para negócios, educação e, principalmente, atuação. Por isso, o nosso trabalho é trazer as novidades deste mercado em expansão”, explica Maria Juliana do Prado Barbosa, diretora da Fenalaw.

Dados Fenalaw
A feira está em sua 14º edição e pretende reunir departamentos jurídicos e escritórios de advocacia, e inclui temas ligados à gestão, rentabilidade e lucratividade na advocacia, as tendências que afetarão o setor no Brasil e no exterior, cases de sucesso na advocacia e diversos temas relacionados ao universo jurídico.

Em 2016, o evento reuniu 3.524 profissionais.Destes, 64% eram de escritórios de advocacia e 36% de departamentos jurídicos de empresas.

A revista eletrônica Consultor Jurídico é mídia oficial da Fenalaw em 2017. O evento será entre os dias 24 e 26 de outubro. Para mais informações, acesse o site oficial.

Revista Consultor Jurídico, 14 de setembro de 2017, 12h10

Comentários de leitores

2 comentários

O capitalismo "jurídico" é a democracia que não veio

Luiz Fernando Cabeda (Juiz do Trabalho de 2ª. Instância)

Os números que a reportagem apresenta beiram à incredulidade. Empresas que recebem 20 mil processos por mês? Em que outro lugar do mundo esse dado seria considerado 'normal'?
Na verdade, a instituição da justiça tem a ver, no curso de todos os tempos, com a confiabilidade de um sistema retributivo. Se, em lugar disso, o aparelhamento do Judiciário suscita uma torrente de ações, fruto de uma litigiosidade sem limites e ainda assim fomentada, parece que esse fenômeno não deveria ser saudado - bem dentro do espírito capitalista - como um êxito, uma oportunidade de mais negócios, um empreendimento 'em que todos ganham', na educação, nos programas de informação dos meios, nas edições intermináveis de novas 'vulgatas', nos empregos jurídicos, etc, pois para que isso aconteça é necessário reconhecer que haverá uma sociedade civil que paga, que retrocede em níveis civilizatórios, que se submete a um 'apparatchik' despótico.
A "capitalização" da justiça, assim como o 'espírito de negócio', nada terá a ver, então, com a 'troca jurídica' em sentido tradicional, que significava a busca de novos conceitos, a formação de juízos permeáveis às transformações sociais e à influência do conhecimento surgido em outras áreas ou em outros países.
Na verdade, o símbolo da 'feira' deveria ser um caixão de defunto da justiça: "aqui jaz a busca de conciliação entre os homens" pois, como ensinou Dante, convém àquele que entrar que também deixe toda a esperança, pois - em favor no "negócio" - na ruína social do povo é que estará o "ganho".
Nesse contexto, nunca a antiga expressão "fiat justitia pereat mundus" teve um sentido tão sinistro, pois o modo saudado no seminário como 'encontro com a justiça' significa exatamente promover o perecimento do mundo.

Faltou incluir o real faturamento da OAB e seus satélites

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista. Por que os quase R$ 1,0 bilhão de reais extorquidos nos 21 um anos dos bolsos dos escravos contemporâneos da OAB jogados ao banimento não são revertidos no reforço das suas qualificações? Se OAB está realmente preocupada com a melhoria do ensino jurídico deste país, pergunto: Qual foi o percentual desse montante destinado à melhoria do ensino? Isso é Brasil país dos desempregados e dos aproveitadores. São 14 milhões de desempregados entre eles cerca de 130 mil cativos ou escravos contemporâneos da OAB. É notório que as desigualdades sociais neste país dos desempregados e aproveitadores são por causas de indivíduos, sindicatos e entidades que não prestam contas ao TCU, que fazem o “rent seeking” uma espécie de persuadir os governos débeis, omissos e o enlameado Congresso Nacional a conceder favores, indecentes, benefícios e privilégios a exemplo do jabuti, o pernicioso caça níqueis exame da OAB. É a única indústria brasileira que não reclama da crise. Criam-se dificuldades para colher facilidades, gerando fome, desemprego, depressão, síndrome do pânico, síndrome de Estocolmo doenças psicossociais e outras comorbidades diagnósticas(bullying Social), uma chaga social que envergonha o país dos desempregados.Infelizmente temos um Congresso Nacional capenga, uma pocilga, sem credibilidade, que não representa mais os interesses da nossa sociedade. Funciona conforme as revelações dos empresários presos e outros envolvidos nos maiores escândalos de corrupção de toda história deste país, ( lava jato, zelotes ) (...) à base de negociatas e/propinas. Se tivesse propósitos, interesse na geração de emprego e renda, já teria banido do nosso ordenamento jurídico o jabuti de ouro, o famigerado caça-níqueis

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