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Sonho interrompido

TJ-SC suspende expediente em Chapecó devido a acidente aéreo

Devido ao acidente com o avião que levava o time da Chapecoense, na madrugada desta terça-feira (29/11), o Tribunal de Justiça de Santa Catarina informou que o expediente foi suspenso na comarca de Chapecó nesta terça.

A aeronave, que estava com 81 pessoas a bordo, caiu na Colômbia. A equipe de futebol seguia para Medellín, onde iria disputar nesta quarta-feira (30/11), pela primeira vez, a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional da Colômbia.

De acordo com as primeiras informações, seis pessoas sobreviveram ao acidente: Alan Ruschel, lateral do time; Jackson Follman, goleiro; Hélio Zampier Neto, zagueiro; Rafael Henzel, jornalista; Ximena Suárez, comissária de bordo; e Erwin Tumiri, também da tripulação.

Entre os mortos, além de jogadores, dirigentes e jornalistas, estão o conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil de Santa Catarina Ricardo Phillippi Porto e o ex-presidente da Subseção de Itajaí (SC) Delfim de Pádua Peixoto Filho. A OAB-SC decretou luto oficial por cinco dias.

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, prestou solidariedade às vítimas da tragédia. Antes de iniciar os trabalhos da sessão plenária do CNJ desta terça, ela disse, em nome do Conselho, que todos os juízes, acostumados a lidar com a dor humana, lamentam profundamente o momento de dor das famílias.

"Lamentamos enormemente, nos solidarizamos com isso e esperamos que, especialmente as famílias tenham muita força para enfrentar uma adversidade dessa natureza, dessa gravidade, e que sejam capazes de enfrentar, com a força que o ser humano tem, essa situação. Portanto, deixo aqui o registro da nossa solidariedade e das nossas condolências especialmente às famílias daqueles que foram colhidos por essa tragédia", disse a ministra.

Cármen Lúcia informou também que os representantes do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil, presentes à sessão do CNJ, reforçaram o sentimento de solidariedade com as famílias das vítimas da tragédia.

Pelo Twitter, o presidente Michel Temer também lamentou e decretou luto de três dias. “Nesta hora triste que a tragédia se abate sobre dezenas de famílias brasileiras, expresso minha solidariedade”, disse. Temer informou que o governo está colocando todos os meios para auxiliar os familiares e que a Aeronáutica e o Itamaraty já foram acionados.

Em comunicado, o aeroporto de Medellín disse que o avião, com matrícula da Bolívia, "declarou emergência" às 22h, no horário local, "por falhas técnicas", de acordo com a transmissão feita para a torre de controle. O avião tinha saído do aeroporto Viru Viru, de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde fez uma escala técnica. As causas do acidente ainda estão sendo investigadas.

Revista Consultor Jurídico, 29 de novembro de 2016, 14h50

Comentários de leitores

1 comentário

Sonho interrompido

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

"O Brasil registrou mais mortes violentas de 2011 a 2015 do que a Síria, país em guerra, em igual período. (...).
Foram 278.839 ocorrências de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial no Brasil, de janeiro de 2011 a dezembro de 2015, frente a 256.124 mortes violentas na Síria, entre março de 2011 a dezembro de 2015, de acordo com o Observatório de Direitos Humanos da Síria.
“Enquanto o mundo está discutindo como evitar a tragédia que tem ocorrido em Alepo, em Damasco e várias outras cidades, no Brasil a gente faz de conta que o problema não existe. (...)
Apenas em 2015, foram mortos violentamente e intencionalmente 58.383 brasileiros, resultado que representa uma pessoa assassinada no país a cada 9 minutos, ou cerca de 160 mortos por dia. (...)". (http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2016-10/brasil-tem-mais-mortes-violentas-do-que-siria-em-guerra-mostra)
E os dados se referem só a falta de segurança. Pela falta de assistência médica, a estatística é de 4 mortes por hora em média.
Pois é, mas "no Brasil a gente faz de conta"... e o Zé futebol e a Maria novela adoram.
Que tal a Min. Cármen Lúcia todas as vezes que for iniciar os trabalhos da sessão plenária do CNJ prestar solidariedade às vítimas das mortes violentas por falta de segurança e das mortes por falta de assistência médica, com reforço dos representantes do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil?
Que tal o Pres. Michel Temer também lamentar as mortes violentas por falta de segurança e as mortes por falta de assistência médica e decretar luto permanente, bem como colocar todos os meios para auxiliar os familiares?

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