Consultor Jurídico

Notícias

Falsidade ideológica

STF absolve deputado Marco Antônio Tebaldi em ação sobre desvio de verbas

Por não encontrar nos autos o dolo específico para a configurar os crimes de falsidade ideológica e de desvio de verba pública, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal absolveu o deputado federal Marco Antônio Tebaldi (PSDB-SC). A decisão, unânime, foi tomada nesta terça-feira (21/6) no julgamento da Ação Penal 569, que teve a ministra Cármen Lúcia como relatora.

Reprodução

Os crimes denunciados contra Tebaldi (foto) teriam sido praticados quando o parlamentar era prefeito de Joinville (SC). Ele e mais dois corréus foram condenados pelo juízo da 2ª Vara Criminal de Joinville por fatos envolvendo prestação de contas de um convênio com a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan).

Contra essa decisão foram interpostos recursos de apelação, remetidos ao STF depois que Tebaldi foi diplomado deputado federal. Em seu voto, a ministra Cármen Lúcia afirmou que não encontrou nos autos dolo específico para a configuração dos crimes imputados aos réus.

Ela destacou que o juiz de primeiro grau, ao condenar os réus, afirmou que “no mínimo” teria havido omissão por não ter sido prestada a atenção devida por parte do prefeito, mas não fez nenhuma demonstração do dolo específico, exigido para o tipo penal. O revisor da ação penal, ministro Dias Toffoli, também seguiu o voto da relatora, no sentido da absolvição dos acusados. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

Revista Consultor Jurídico, 21 de junho de 2016, 21h41

Comentários de leitores

1 comentário

Presunção de inocência

MURILO SOUZA ADVOCACIA (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Agora lhe pergunto Grande STF: E se fosse aplicado seu novo entendimento sobre a presunção de inocência pelo instâncias inferiores, enviando a pessoa para o cárcere, e agora há julgamento pelo STF declarando inocente, e que seja por falta de provas ? E agora ?

Comentários encerrados em 29/06/2016.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.