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Janot apresenta terceira denúncia contra Eduardo Cunha no Supremo

As citações ao presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) nas delações premiadas de dois empresários da empreiteira Carioca Engenharia motivaram a apresentação da terceira denúncia contra o deputado no Supremo Tribunal Federal, nesta sexta-feira (10/6), pela Procuradoria-Geral da União. O processo corre sob sigilo.

Eduardo Cunha é acusado de cobrar propina de empresários para liberar verbas do fundo de investimento do FGTS.
Antonio Cruz/Agência Brasil

Os delatores Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Junior afirmaram à PGR que Cunha e Fábio Cleto, ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, cobravam propina para liberar verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS ) para construtoras nas obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

Janot apontou que os delatores entregaram uma tabela de transferências de contas no exterior, que somam US$ 3,9 milhões entre 2011 e 2014. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o dinheiro saiu de contas na Suíça dos próprios empresários para cinco outras contas no exterior —  segundo eles, indicadas pelo próprio Cunha.

Em nota, Cunha disse que nunca recebeu vantagem indevida e afirmou que o procurador-geral da República é “seletivo” na apresentação de denúncias contra ele. “A estranheza aumenta, na semana em que eu seria julgado no Conselho de Ética, uma verdadeira avalanche de vazamentos criminosos e denúncias contra mim e minha família, que aparecem para criar o clima de pressão nesse processo.”

O deputado já é réu na única ação penal aberta até agora no STF referente à “lava jato”, envolvendo pessoas com foro por prerrogativa de função. Nesta sexta-feira (10/6), o ministro Teori Zavascki liberou para a pauta do Plenário do STF o julgamento de outra denúncia contra o parlamentar. O pedido da PGR aponta contas na Suíça atribuídas a Cunha. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 10 de junho de 2016, 21h50

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