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Reino de Deus

Igreja tem que provar que não lucra para se isentar de contribuição sindical

Igrejas têm que comprovar ao Ministério do Trabalho e Emprego que não exercem atividades econômicas com fins lucrativos para se isentarem do pagamento das contribuições sindicais.

Com base nesse entendimento, a 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho não acolheu recurso da Igreja Universal do Reino de Deus contra condenação que determinou o pagamento de R$ 3,7 milhões em contribuições ao Sindicato das Entidades Culturais Recreativas de Assistência Social de Orientação e Formação Profissional de Mato Grosso do Sul.

O débito é referente aos anos de 2003 a 2007, período em que a Universal não comprovou junto ao MTE de que não exerce atividade econômica com fins lucrativos (artigo 580 da Consolidação das Leis do Trabalho). O documento apresentado nesse sentido pela igreja se referia a 2008, posterior aos débitos cobrados no processo.

A condenação abrangeu 31 igrejas em todo o Mato Grosso do Sul. Na fase de execução, a Universal interpôs embargos com o objetivo de alterar o sistema adotado pelo perito responsável pelos cálculos do valor devido. Ele considerou como base para a contribuição sindical o número de igrejas, quando a movimentação econômica da matriz, por si só, reuniria todo o movimento econômico da instituição no estado.

Ao julgar os embargos, o juiz de primeiro de grau entendeu que os temas tratados já tinham sido superados pelo trânsito em julgado do processo, decisão confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região. A Igreja interpôs ainda recurso revista para o TST, cujo prosseguimento foi negado pelo TRT-24. Por fim, interpôs Agravo de Instrumento para liberar o recurso para análise do TST, o que foi negado pela 7ª Turma.

Para o ministro Vieira de Mello Filho, relator do processo na turma, ao fundamentar o Agravo de Instrumento a Universal não atendeu aos requisitos do artigo 896, parágrafo 2º, da CLT, pois não renovou a indicação de violação aos dispositivos constitucionais que havia apontado no recurso de revista. Com isso, o agravo ficou sem fundamento, "pois apenas as matérias ventiladas no recurso de revista e reiteradas no Agravo de Instrumento podem ser apreciadas nesta oportunidade".

O artigo 896, parágrafo 2º, dispõe que os recursos em processos em fase de execução só são admitidos na hipótese de ofensa direta à Constituição Federal, o que não foi o caso. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.

Processo AI11100-71.2008.5.24.0003

Revista Consultor Jurídico, 30 de março de 2015, 11h40

Comentários de leitores

9 comentários

Imunidade é cláusula pétrea?

João Corrêa (Estagiário - Previdenciária)

Faça-me rir. Não sou esquerdista, sou adepto da Escola Austríaca de Economia. Mas dizer que a imunidade tributária é cláusula pétrea me parece discurso de pastor, e não de alguém que passou no mínimo 5 anos em uma faculdade de Direito.

Pelo fim da imunidade

Neli (Procurador do Município)

Pelo fim da imunidade tributária para igrejas e seitas. Um acinte os contribuintes brasileiros sustentarem indiretamente essas igrejas, e o que é pior, à falta do que fazer esse pessoal ficar bedelhando no corpo da mulher e na cama alheia.Deus não precisa indiretamente do dinheiro do povo brasileiro e disse Jesus dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus:paguem tributos,igrejas e seitas!

Igreja

Rocha advogado do ES (Advogado Assalariado - Empresarial)

A imunidade das Igrejas está na Carta Magna em Cláusula Pétrea.
Esses menestréis da esquerda tentam tornar a s Igrejas subjugadas a essa turma de minotauros bucéfulus erectus.

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