Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Quebra de paradigma

Juíza aos 28 anos, miss-DF diz que sofreu preconceito por ser modelo

Alessandra Baldini [Cassiano Grandi/Divulgação e Tribunal Regional Federal/Divulgação]“Ainda há preconceito de que modelo não é inteligente, mas eu sempre fui boa aluna. As pessoas ficam surpresas ao saber que uma modelo-miss passou em vários concursos e hoje é juíza federal”. Assim, Alessandra Baldini narra um pouco do preconceito que teve de superar até se tornar juíza federal, aos 28 anos. Para ela, sua conquista é uma quebra de paridgma.

Antes de ser aprovada na magistratura, Alessandra foi modelo e miss Distrito Federal. Devido à carreira de modelo, que a fez interromper os estudos por duas vezes, ela disse que sofreu preconceito desde que começou a cursar Direito. “Na época da faculdade houve preconceito. A maioria das pessoas não acreditava que eu pudesse ser uma boa aluna, já que era modelo”, disse a juíza ao portal G1.

Para ela, a experiência com o mundo das misses poderá contribuir com sua atual carreira. "Aprendi a lidar com situações adversas — concorrência, fracasso etc — desde nova, em razão da competitividade do meio da moda. Independentemente da idade da modelo, os problemas advindos da carreira são de 'gente grande'", diz.

Segundo Alessandra, a vontade de se tornar juíza veio do contato com magistrados na faculdade. Além disso, ela manteve contato com a carreira quando advogou e, depois, quando foi analista do Supremo Tribunal Federal. Ao todo, ela foi aprovada em seis concursos públicos, entre eles para analista do Superior Tribunal de Justiça, defensora pública e procuradora do Banco Central.

Agora ela conta que não pretende fazer mais concursos, pois chegou aonde queria. Segundo a jovem, agora é iniciar a carreira com dedicação total. “Essa nova fase demandará não apenas o conhecimento jurídico adquirido ao longo dos anos, mas também maturidade e sensibilidade para lidar com conflitos concretos", diz.

Revista Consultor Jurídico, 9 de março de 2015, 16h39

Comentários de leitores

12 comentários

Pode até salto alto, mas muito cuidado com o solipsismo!

Zé Franciscano (Outros)

Que ela é linda e inteligente não resta a menor dúvida. Agora o que mais me chamou a atenção além da beleza e da inteligência da moça foi a seguinte parte da entrevista que ela concedeu ao portal do G1:

“O desejo de se tornar juíza veio do contato com magistrados na faculdade, na pós-graduação e no trabalho. A ideia de ir além da aplicação da "letra fria da lei" encantou a jovem.” (http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/03/aprovada-em-6-concursos-miss-df-vira-juiza-aos-28-houve-preconceito.html. Acesso em 09.03.15)

Desejo todo sucesso a nova juíza! Mas espero que sua Excelência saiba distinguir os limites interpretativos impostos pela Constituição e não se esqueça que a letra fria da lei é fruto do legítimo processo democrático. Portanto, embora sedutora não entre nessa canoa furada do solipsismo que assola o Poder Judiciário brasileiro.

A beleza em cheque?

wilhmann (Advogado Assalariado - Criminal)

O culto à beleza sempre assomou-se como um abre alas geral, política, emprego, meio artístico, sendo muitas vezes uma questão de “ tudo ou nada”. As pessoas utilizavam e utilizam seus dotes, que a natureza permitiu, para conquistarem o que lhes fugiriam das mãos e neurônios, desertos de predicados. Veja: Nefertite foi à posteridade pelas suas prendas físicas, pois não se sabe, dogmaticamente, se era ou não uma boa governante. Então, as pessoas, doravante, passaram a associar a beleza às conquistas profissionais, o que nem sempre é absoluto. Ou seja, bonitos não pode ser são bons, e vice versa, mas há os que são belos mais são incompetentes. Mas ninguém pode negar que a beleza folga o acessos a diversas posições, em qualquer meio. Então, se A é belo e provar que é destro, resulta daí a intersecção do útil ao agradável, vira carnaval. Enfim, com olho na mídia pode se observar um séquitos de pessoas que não ostentam intelectualidade, senão a beleza. Resulta, de tanto, na communis opinio, de que o belo não tem destreza. Note-se a beleza quer nos parecer que impacta mais nas regiões desenvolvidas, aliás, capitalista, já fora a beleza não um fator decisivo, felizmente. Atire a primeira pedra, um que não conhece alguém que não se lambuzou no mel em razão de seus dotes. "A beleza é uma forma da genialidade, aliás, é superior à genialidade na medida em que não precisa de comentário", dizia o gênio da literatura Oscar Wilde.

Sergio

Sergio Soares dos Reis (Advogado Autônomo - Família)

Parabéns.

Excelência, viu como foi salutar ter que lidar com adversidades. Por conta disso o amadurecimento.
SUCESSO

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 17/03/2015.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.