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Business Intelligence

Gestão estratégica de negócios facilita decisões em procuradorias

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A adoção de sistemas informatizados específicos para procuradorias de estado tem trazido grandes benefícios para a gestão operacional no cotidiano. Isso porque facilita o trabalho dos procuradores e agiliza os trâmites processuais. No entanto, há a necessidade também de se olhar para a gestão estratégica dessas instituições, principalmente por elas serem essenciais à administração pública e à Justiça, cuja principal função é a defesa dos interesses do Estado.

Para se obter uma gestão estratégica de sucesso, é vital ter acesso a informações precisas e confiáveis, que orientem a tomada de decisões. Ressalto aqui a importância do termo “informação”, cujo conceito pode ser traduzido em um conjunto trabalhado e organizado de dados, relacionados entre si, que permitem formar uma base de conhecimento. É a “pedra” transformada em “diamante”.

Normalmente, esses dados estão disponíveis advindos de diversas fontes dentro das procuradorias. O desafio reside justamente na transformação efetiva deles em informações que possam embasar a tomada de decisões estratégicas. Ou seja, os dados estão aí e agora temos que saber como usá-los.

Diante de tal cenário, surge a possibilidade e necessidade de se recorrer ao mundo dos negócios para a adoção e adaptação de conceitos e ferramentas pensadas inicialmente para prover a gestão estratégica de empresas privadas. No mundo corporativo privado, a adoção de sistemas de tomada de decisões já são amplamente utilizados, sendo o mais conhecido de todos chamado de Business Intelligence (BI) ou inteligência de negócios. Os sistemas de BI têm por objetivo ser uma ferramenta que possibilite a “lapidação” dos dados obtidos de diversas origens em indicadores (informação), que permitam a análise e tomada de decisões estratégicas.

Voltando ao universo das procuradorias, a adoção do modelo de Business Intelligence permite que os gestores possam monitorar e gerenciar de forma mais eficaz o desempenho da procuradoria no que diz respeito à finalidade primária dela. Dentre alguns indicadores que podem ser extraídos, gerenciados e apoiarem na gestão estratégica de uma procuradoria através de ferramentas de BI, estão: o acompanhamento do cumprimento de prazos processuais; o controle da produtividade e do equilíbrio na distribuição de processos entre procuradores; a gestão eficiente das execuções fiscais, permitindo o aumento da arrecadação em prazos menores; a gestão das contas a pagar do Estado (acompanhamento do pagamento de precatórios e gestão do pagamento de obrigações de pequeno valor); a melhoria dos ganhos financeiros do Estado em ações vencidas pela procuradoria; o acompanhamento de assuntos críticos como as ações relacionadas à área da saúde e a eficiência no atendimento a processos consultivos, além de inúmeros outros que se fizerem necessários.

Não há a pretensão aqui de se esgotar o assunto, pois ainda há espaço para muitos aspectos em que é essencial a adoção da gestão estratégica dentro do âmbito de procuradorias estaduais e municipais. 

Mas, em linhas gerais, é perceptível que há muitos aspectos estratégicos com os quais os gestores precisam se preocupar para colaborar com a eficiência governamental do ente federativo que representam.

Nesse sentido, o modelo de inteligência de negócios torna-se essencial para apoiar na gestão inteligente de uma procuradoria. Isso porque permite orientar o planejamento e as ações dos gestores com base em informações confiáveis, disponibilizadas de forma ágil e organizadas de acordo com as necessidades que surgirem.

André Fernando Faggion é coordenador de Procuradorias da Softplan. Graduado em Processamento de Dados pelo CEFET-PR e pós-graduando em Gestão de Projetos, também é especialista em Engenharia de Software e possui MBA em Gestão, Inovação e Conhecimento.

Revista Consultor Jurídico, 26 de junho de 2015, 7h36

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