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Forma de pagamento

Advogado pode ser contratado apenas por honorários sucumbenciais

Advogado pode ser contratado apenas pelos honorários de sucumbência, pois não há dispositivo legal que vede esse tipo de remuneração. Assim, 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho confirmou, por unanimidade, a validade de uma cláusula contratual que estipulava o pagamento a um advogado dessa forma. 

No caso, o advogado firmou contrato de prestação de serviços com o Banco do Brasil, mas uma cláusula do acordo estabelecia que a remuneração seria por meio de honorários sucumbenciais. Na ação, o profissional pedia a anulação da cláusula e que a Justiça do Trabalho fixasse os valores de pagamento.

Por sua vez, o Banco do Brasil sustentou que as condições contratuais estabelecidas eram legais e afirmou que o contrato espelha o exercício da livre contratualidade, conforme os princípios da boa-fé. O pedido do advogado foi concedido em primeira instância, mas a decisão foi reformada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (MT).

Em recurso ao TST, o advogado argumentou que assinou o contrato por necessidade, sem discutir nenhuma das cláusulas e que o pagamento dos honorários sucumbenciais não exclui o direito aos honorários advocatícios. Segundo ele, a sucumbência é devida independente do acordo com a parte contratante.

Para o ministro Lelio Bentes Corrêa, relator do agravo, a cláusula é válida, pois, mesmo o contrato sendo de risco (devido ao modo de remuneração), o advogado sabia dos termos do contrato. "Ainda assim, livremente concordou em assumir, em conjunto com o contratante, o risco pelo sucesso ou não nas demandas".

O ministro ressaltou ainda que, por ser advogado, o profissional tem conhecimento técnico  para verificar se as condições oferecidas são vantajosas ou não. "Certamente o advogado vislumbrou no contrato, ainda que sem o pagamento de honorários contratuais, a possibilidade de retorno financeiro, uma vez que o Banco do Brasil, dado o seu porte e poderio econômico, litiga em uma infinidade de demandas", concluiu.

Segundo Corrêa, não houve violação aos artigos 22, 23 e 24, parágrafo 3º, da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia) nem ao artigo 5º, XXXV, da Constituição Federal, como alegou o advogado. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.

Processo AIRR-66240-82.2007.5.23.0026

Revista Consultor Jurídico, 17 de junho de 2015, 17h16

Comentários de leitores

10 comentários

contrato assinado evita os: 3 M

Rodrigo Schunck (Advogado Autônomo - Ambiental)

Contrato assinado. Pacta sunt servanda. Evita máfé, mámemória e maluquice. Como advogado sabia muito bem o que estava fazendo. Não compulsei os autos mas pelo o que consta da notícia a decisão é justa. Justissima. Nós advogados sempre nos revoltamos contra o corporativismo das demais classes. Seria hipocrisia não aceitarmos a mesma medida que impomos aos demais. Que transite em julgado. No entanto, me parece que quem atentou contra o Estatuto da OAB foi o próprio advogado que não observou a tabela e o prestigio da classe ao aceitar o contrato de risco. Observo ainda a inadequação do título da matéria, pois que não reflete a situação narrada.

Justiça magoada

Antonio Carlos Kersting Roque (Professor Universitário - Administrativa)

Ocorre que os advogados podem ganhar tanto quanto suas capacidades, não há limites de ganhos, isso de uma forma geral.
Juízes têm que ganhar salários, estão limitados a isso, por isso, vivem criando penduricalhos nos seus salários, auxílios e indenizaçoes imorais de toda espécie, e, ainda, às vezes os salarios são engordados pela venda de sentenças.
A mágoa é evidente e se revela nesses momentos.

Sempre o mesmo argumento

O Libertário (Outros)

"Os juízes decidem contra os advogados simplesmente porque querem prejudicar a classe."
Há uma semana disse que você vê o judiciário como o culpado de tudo. Já cansou! É sempre o mesmo argumento...

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