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Aposentadoria integral

Mudança do cálculo não acaba com o fator previdenciário, diz Gabas

A mudança do cálculo da aposentadoria não acaba com o fator previdenciário, apenas o altera, segundo o Ministro da Previdência Social Carlos Gabas. O chefe da pasta afirmou que a mudança não traz sustentabilidade nem resolve o problema. A regra que altera o fator previdenciário foi aprovada pela Câmara e pelo Senado e agora aguarda análise do Palácio do Planalto.

Se aprovado por Dilma, o cálculo da aposentadoria integral será feito com base na soma da idade com o tempo de contribuição, sendo delimitado 85 anos para mulher, 95 para homem — 80 para professora e 90 para professor. Segundo o ministro, "é preciso que alguma outra regra dê sustentabilidade à Previdência Social".

Para corroborar seu argumento, Gabas e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, apresentaram, em uma entrevista a jornalistas, perspectivas sobre a evolução do cenário demográfico brasileiro. “Em 2050, o mesmo número de pessoas em idade economicamente ativa vai ter que sustentar número maior de pessoas. Isso dá dimensão do desafio demográfico e previdenciário que o Brasil tem pela frente”, disse Barbosa. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 3 de junho de 2015, 17h04

Comentários de leitores

2 comentários

Falta gestão

Anderson_ (Funcionário público)

Quem trabalha no INSS sabe que faltam medidas de gestão na condução da autarquia; milhares de benefícios por incapacidade concedidos judicialmente sendo pagos mensalmente, por anos, sem que segurados sejam convocados a comparecer para reavaliação; milhões de defesas genéricas [e até ausência de defesa] nas lides envolvendo a autarquia, promovendo derrotas inexplicáveis [não é por acaso que advogar contra o INSS é uma das áreas de maior retorno financeiro]; milhares de pessoas sendo aposentadas por invalidez porque a reabilitação profissional não funciona [é mais fácil aposentar do que reabilitar]; número ínfimo de ações regressivas contra empresas em casos de acidentes de trabalho/doenças ocupacionais [num país que tem índices elevadíssimos de adoecimento ocupacional do mundo]; incentivo às indicações políticas na nomeação de cargos de direção, em detrimento da capacidade técnica do servidor; falta de cruzamento de bancos de dados; política irresponsável de criação de agências [sem o correspondente aumento do número de servidores], etc, etc. O futuro da previdência social é sombrio e toda a sociedade vai pagar por isso.

Quanta obscuridade....

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

é sempre essa ladainha: "a previdência vai quebrar daqui a alguns anos, porque a equação econômico-financeira não fecha"...Essa 'equação' é demonstrada pela relação entre os que contribuem para a previdência (estão na ativa) e aqueles que já contribuíram, mas estão na inatividade: ou seja: é uma relação estanque, verificada num aspecto determinado da corporação social, como se a previdência interessasse tão somente àqueles que estão, num determinado momento histórico, na atividade e na inatividade; e chamam a isso de 'solidariedade', isto é, uma solidariedade capenga se olharmos para o TODO que é a vida social. É como se o ESTADO 'terceirizasse' a questão da 'solidariedade social' a qual só abrangeria aqueles que, como seres alheiro a todo o progresso ou a toda a produção de riqueza observado no país, tivessem em fase, ou de contribuição ou de inatividade após um período de contribuição para a previdência...Isto é uma ignomínia. Essa relação foi imaginada por Bismarck, e é com base nela que os nossos tupiniquins legisladores pensam a previdência entre nós. Mas está errado. A previdência social deve obedecer a um princípio de solidariedade estabelecido entre TODOS os seguimentos da sociedade, tendo por base não uma relação(exclusiva) de contribuição individual mas a RIQUEZA produzida: nada de um fundo ou conta especial da previdência, mas sim, UM IMPOSTO que tivesse por finalidade o pagamento do benefício previdenciário, pois é fora de dúvida que a previdência é um ônus de toda a sociedade, e que para esta, para o seu engrandecimento todos contribuem -- todos pagamos impostos, mesmo os que só consomem, pois alguém está pagando por eles, é claro. Assim, com outros critérios, acabar-se-ia esse argumento BANAL do déficite previdenciário.

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