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Informação essencial

É inexistente o recurso sem assinatura eletrônica, decide TST

A 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu de recurso de revista enviado eletronicamente sem assinatura eletrônica registrada numa das formas autorizadas pela Justiça do Trabalho. Diante dessa circunstância, a turma considerou o recurso de revista inexistente e aplicou ao caso a Orientação Jurisprudencial 120 da Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do TST  — que diz que o recurso sem assinatura será considerado inexistente.

A reclamação trabalhista foi movida por um vigia que pretendia receber horas extras e intervalo intrajornada, entre outras verbas. Os pedidos foram julgados improcedentes pela 2ª Vara do Trabalho de Parauapebas (PA) e pelo Tribunal Regional do Trabalho do Pará. Com as decisões desfavoráveis, a defesa do vigia interpôs recurso de revista enviado eletronicamente, com protocolo registrado no TRT da 8ª Região, mas sem assinatura eletrônica do defensor.

Ao analisar o recurso, o ministro Walmir Oliveira da Costa, relator do processo, aplicou ao caso precedentes do TST baseados na OJ 120. O ministro explicou que, sem a assinatura, não é possível identificar o seu subscritor, e não havia nos autos nenhum outro elemento que permitisse a identificação — informação essencial para verificar sua autenticidade.

O relator ressaltou que, embora o recurso tenha sido enviado eletronicamente com protocolo no Tribunal Regional de origem, no dia seguinte ao da publicação da decisão, dele não consta a assinatura eletrônica em nenhuma das modalidades especificadas na Instrução Normativa (IN) 30/2007, que regulamenta o processo eletrônico na Justiça do Trabalho.

Os itens I e II do artigo 4º admitem a assinatura digital com certificado do ICP-Brasil, com cartão e senha, e assinatura cadastrada em sistema do TST ou dos Tribunais Regionais do Trabalho, com login e senha. A decisão foi unânime. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.

RR-393-39.2010.5.08.0126

Revista Consultor Jurídico, 25 de fevereiro de 2015, 14h56

Comentários de leitores

2 comentários

Fantasma?

DJU (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Será que foi um fantasma que protocolou o recurso? Não seria o caso de permitir a regularização de mero pormenor formal? Será que a forma, para o digno prolator da decisão e pelos que criaram o precedente, é mais importante que a matéria?

Pelo fim da justiça do trabalho!

mfontam (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

Todos os bacharéis em direito tiveram que cursar Direito do Trabalho na faculdade e devem lembrar que um dos princípios do processo trabalhista DEVERIA SER a informalidade e blá blá blá...mas na realidade, os tribunais trabalhistas atualmente são os mais burocráticos que existem, pois, especialmente o TST, se prendem a questões meramente burocráticas para não julgar o mérito, de maneira que é um serviço insatisfatório o prestado pela justiça trabalhista. O Congresso Nacional deveria extinguir a justiça do trabalho, pois apenas se justificava enquanto foi uma justiça menos formalista, o que não mais ocorre e por isso nada justifica uma estrutura burocratica custosa e de utilidade duvidosa, mas que certamente poderia ser substituída pela justiça comum.

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