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Suspeitos presos

Promotor de Justiça é baleado em frente à promotoria em Minas Gerais

O promotor de Justiça de Monte Carmelo (MG), Marcus Vinícius Ribeiro, foi baleado na noite deste sábado (21/2) em frente à sede da Promotoria, onde ele trabalhava no plantão. O estado de saúde dele é grave, mas estável.

Em nota, o Ministério Público da União manifestou profunda consternação com o atentado sofrido pelo promotor. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, orientou dois procuradores da República sediados em Uberlândia a prestarem todo apoio institucional que possa ser dado para o caso.

Segundo o Ministério Público, o episódio demonstra como os agentes públicos que se dedicam ao combate à corrupção e desvios de dinheiro da população estão vulneráveis às reações violentas de pessoas que são flagradas cometendo crimes, seja no âmbito municipal, estadual ou federal. "É preciso cuidado e atenção de todos os órgãos de segurança para que os membros das instituições que defendem a sociedade brasileira não venham a se tornar cada vez mais vítimas de criminosos", diz a nota.

De acordo com o jornal Estado de Minas, dois suspeitos do crime estão presos, o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Valdelei José de Oliveira e o filho dele, Juliano Aparecido de Oliveira. Segundo a Polícia Civil, o ex-parlamentar é o mentor do crime e o outro preso executou a tentativa de homicídio. 

Segundo o delegado, pai e filho negaram o crime, mas teriam motivos para praticá-lo. O ex-vereador foi alvo de denúncia do promotor em 2013 por envolvimento em fraudes de licitações na Câmara. Valdelei teve prisão decretada e foi procurado durante a operação feliz ano novo em dezembro daquele ano. O delegado já enviou à Justiça o pedido de prisão preventiva.

Revista Consultor Jurídico, 22 de fevereiro de 2015, 18h12

Comentários de leitores

9 comentários

Mais rigor

Resec (Advogado Autônomo)

"Há que se endurecer sempre, seja qual for a qualificação da vítima."

Minhas condolências

Observador.. (Economista)

Todo homicídio mata um pouco, também, nosso senso de humanidade.
Mais um caso a se somar às estatísticas deste verdadeiro genocídio (quase 60.000/ano) brasileiro.
Um país onde a impunidade impera, com senso de justiça grupal e classista, com cidadão desarmado e facínoras com fuzis, com valores distorcidos e namorando com o abismo; o que esperar de um país assim?
Meu lamento à familiares e amigos do promotor.

Dra. Magistrada, data venia:

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Postular penas mais rigorosas para delinquentes que praticam atos contra Magistrados e Membros do M .Público me parece extremamente elitista. Por acaso a vida desses brasileiros, vítimas, vale mais do que a dos outros? Um ente querido assassinado por um bandido deve render menos lágrimas do que as derramadas pela morte de uma autoridade? A incredulidade e revolta da população contra atos desse jaez devem ser mais incisivas quando na cena do crime figurar como vítima um Juiz ? Por quê ? Saia do gabinete Excia; venha para a realidade das ruas compor a massa do povo desprotegido por parte daqueles que deveriam garantir essa proteção (legislativo/judiciário-principalmente-), com a sistêmica mania de "aliviar" e dar sempre interpretação favorável a marginal. De vez em quando, ao provarem o gosto amargo das SUAS BENESSES, temos que ouvir esse tipo de absurdo. Não vejo motivo algum para endurecimento de pena em 'certos casos'. Há que se endurecer sempre, seja qual for a qualificação da vítima.

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