Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Conduta ética

Advogados manifestam solidariedade ao ministro Marcelo Navarro

Depois das associações de juízes e da Ordem dos Advogados do Brasil,  escritórios de advocacia manifestam solidariedade ao  ministro do Superior Tribunal de Justiça Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, que teve seu nome citado nas investigações da operação "lava jato". Os membros do Saraiva Advogados Associados publicaram uma carta em apoio ao ministro.

"Aleivosias de mal intencionados não macularão jamais a sua imagem profissional", diz trecho da carta assinada pelos advogados Paulo Lopo Saraiva, André Luiz Pinheiro Saraiva, Fábio Luiz Lima Saraiva, Rodrigo Ferraz Quidute e Augusto César Pinheiro Saraiva. Os autores dizem ter certeza que a conduta de Navarro estará sempre conforme suas condutas morais e éticas. 

Em depoimento prestado no dia 19 de novembro à Procuradoria Geral da República, Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, o ex-diretor de Internacional da Petrobras e que está preso pela operação "lava jato", afirmou que em reunião em que participou o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foi discutida a nomeação do ministro do Superior Tribunal de Justiça de sobrenome “Navarro”. 

Marcelo Navarro Ribeiro Dantas é o relator dos processos da "lava jato" no STJ. Ele foi nomeado dia 9 de setembro para o cargo pela presidente Dilma Rousseff e tomou posse dia 30.

A acusação não foi bem aceita no mundo jurídico. Associações de juízes e advogados saíram em defesa do ministro do Superior Tribunal de Justiça Marcelo Navarro Ribeiro Dantas. Em nota a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) manifestou repúdio à insinuação de que Navarro não seria independente.

Já o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil declarou não ser tolerável que um juiz seja agredido por ter julgado seguindo suas convicções. Na visão da entidade, isso é um atentado contra a democracia e o Estado de Direito.

Clique aqui para ler a carta do Saraiva Advogados Associados.

Revista Consultor Jurídico, 16 de dezembro de 2015, 13h33

Comentários de leitores

4 comentários

Vaidade !

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

kkkkkk, precisa publicar ?

Bajuladores!

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Lamentável que advogados se prestem a este papel. A função da advocacia é contestar os atos de poder eivados de ilegalidade (que não são poucos), inexistindo espaço para bajular autoridades pública. Pior ainda é saber que esses mesmos advogados, certamente com omissão da OAB, depois irão tentar angariar clientes dizendo que possuem "as costas quentes" com o Ministro apoiado, cobrando honorários exorbitantes com insinuações de que podem obter decisões favoráveis devido à simpatia despertada com o "apoio" fornecido ao Julgador. Mais um capítulo triste na novela "o fim do Brasil".

Acima de qualquer suspeita

Valdecir Trindade (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Sr. Procurador Sergio Leal, com o devido respeito, ninguém nesta terra pode estar acima de qualquer suspeita, dado ao fato de que somos falíveis por natureza. Justamente por conta dessa falibilidade é que instituímos o Estado e as Leis, sem os quais jamais poderíamos conviver em sociedade. Logo, se criamos um ente abstrato e a ele delegamos o direito de nos regular, o fizemos em decorrência da nossa incapacidade individual de garantirmos a nossa existência. Assim, independentemente da formação de qualquer de nós, humanista ou solipsista, todos estamos sob o império da lei e ao escrutínio da imprensa que encarna os olhos da sociedade, mormente quando estivermos no serviço público. Daí que, tentar blindar autoridade porque ela recebeu citação desabonadora, conquanto seja exercício de solidariedade, não pode desbordar para coloca-la em patamar de intocabilidade. Finalizando, não li aqui e em qualquer órgão da imprensa notícia que desabone a conduta do ministro Marcelo Navarro. O que li foram notícias a respeito de declarações de colaborador da justiça em que seu nome é citado. Contudo, há uma distância imensa entre ter o nome citado e a citação trazer algo de concreto, pelo que a celeuma criada pelas entidades e por alguns de forma individual é, data vênia, exagerada e desproporcional.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 24/12/2015.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.