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Nota 4,7

Moro é tão confiável quanto Lula, Serra
e Alckmin, aponta pesquisa Datafolha

O que têm em comum o juiz Sergio Moro, o ex-presidente Lula, o senador José Serra e o governador Geraldo Alckmin? Os quatro têm a mesma confiança da população, de acordo com pesquisa Datafolha publicada nesta sexta-feira (4/12). Em uma escala de 0 a 10, eles ganharam a nota 4,7. O levantamento foi feito entre os dias 25  e 26 de novembro e entrevistou 3.541 pessoas em 185 municípios brasileiros.

Nenhuma das personalidades que figuraram no levantamento teve média superior a 6. O mais bem avaliado foi o ministro aposentado Joaquim Barbosa, que deixou o Supremo Tribunal Federal em 2014, com nota 5,9. Ele é seguido por Marina Silva (5,3) e por Aécio Neves (5). O mais mal avaliado é presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teve nota 2,3.

Notabilizado pela condução dos processos da "lava jato", o juiz federal Sergio Fernando Moro é a personalidade menos conhecida: 9% dos entrevistados declararam não conhecê-lo e 23% não souberam atribuir nota. Os outros citados têm taxas de conhecimento de pelo menos 95%.
A nota de Moro melhora entre os mais instruídos (6,1), entre os mais ricos (6,6) e entre os moradores das regiões Sul e Centro Oeste (respectivamente, 6 e 5,5).

O último levantamento desse tipo foi feito pelo Datafolha em dezembro de 2009. Das seis personalidades em que é possível a comparação, nenhuma melhorou a sua nota média de confiança. Lula e Dilma apresentaram as quedas mais acentuadas. O ex-presidente tinha nota 7,9. Alvo de processo de impeachment, Dilma caiu de 5,4 para 2,9.

Os tucanos José Serra e Aécio Neves também recuaram em suas notas, porém a queda foi menor (eram, respectivamente, 6,2 e 5,5). As duas únicas personalidades a manterem notas médias estáveis foram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (com 4,8) e Marina Silva (tinha 5,2).

Clique aqui para ler a pesquisa completa.

Personalidade Nota média
Joaquim Barbosa5.9
Marina Silva5.3
Aécio Neves5
Fernando Henrique Cardoso4.8
Lula4.7
Sergio Moro4.7
José Serra4.7
Geraldo Alckmin4.7
Michel Temer3.2
Dilma Rousseff2.9
Renan Calheiros2.7
Eduardo Cunha2.3

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Revista Consultor Jurídico, 4 de dezembro de 2015, 20h35

Comentários de leitores

6 comentários

Os coxinha pira, mas...

Radar (Bacharel)

A nota do moro até que está boa. Servidor público existe justamente para isso: servir, sem ser endeusado. A pesquisadora poderia antes ter informado ao entrevistado que o sr. Moro, como os demais juízes, tem 60 dias de férias anuais e mais 15 dias de recesso, ou seja, 75 dias de boa, fora os feriados! Que ganha próximo ao teto do funcionalismo. Que o auxílio qualquer-coisa não os ruboriza, e que sua pena administrativa mais grave seria a aposentadoria compulsória. Certamente alguns diriam: "POIS ENTÃO, NÃO FAZ MAIS QUE A OBRIGAÇÃO. Faço mais que isso na minha vida ganhando dois salários mínimos, e nunca viajei com os meus guris de férias. E tire já daí mais um ponto, moça".

Os motivos

LeandroRoth (Oficial de Justiça)

O juiz Sérgio Moro não sobe em palanques, não tem horário eleitoral gratuito no rádio e na TV e suas palestras são para um público muito específico.
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Lembro uma vez que uma mulher me parou perto do metrô da Carioca (Rio) pra fazer uma pesquisa, e uma das perguntas era uma pessoa famosa que eu admirava. Falei "Fausto de Sanctis" e ela ficou boiando, sem entender nada. Provavelmente esperava que eu dissesse um cantor ou artista.
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Fato é que, dada a publicidade necessária, ele seria tão ou mais querido pelo povo quanto o Joaquim Barbosa. As características são as mesmas: juiz correto, destemido, firme, que não se deixa levar pela modinha hiper-garantista nem pelas tentações oferecidas pelo lobby da alta criminalidade.
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E, ao contrário do que dizem, não é nenhum "justiceiro". Mesmo na Lava-jato, relaxou várias prisões, deixou de decretar outras pedidas pelo MP e esta semana absolveu um dos réus por falta de provas.
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O cara simplesmente aplica um Direito Penal efetivo, sem se deixar levar por arroubos libertários, e também não se vende, e infelizmente isso no Brasil o torna um herói, porque não temos muitos assim.

Se explica

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Para conhecer Sérgio Moro, são necessários alguns requisitos mínimos: 1) Saber ler . É preciso já que sobre ele o que sai, é escrito. Como Magistrado, quando dá palestras, o faz para um público específico -advogados, juízes, empresários, etc.
2) Estar minimamente conectado com os acontecimentos políticos que nos rodeiam;
3) Como Moro não sobe em palanques, não faz churrascada para agregar discípulos, nem distribui camisetas com estrelinhas estampadas ou tucanos desenhados, tampouco aparece comentando futebol ou no Domingão do Faustão (nada contra eu "também" assisto os dois) fica difícil para quem a "única visão de mundo" se acha adstrita a efemeridades do tipo;
3) Via de regra o brasileiro não sabe votar, não se interessa por nada que não lhe de prazer, costuma ser acomodado, não dispensa um "kit bolsa" nem uns "pixulecos" por cada descendente fabricado; em resumo a sua vida é pautada em fazer filho (algo prazeroso) esperar na fila para receber de bom grado o assistencialismo barato e mensal do governo, tomar uma cerveja no boteco da esquina e discutir futebol. Como os demais elencados para a pesquisa adoram enaltecer tudo isso (em especial em época de eleição) fica fácil saber por que o Data Folha chegou a essa conclusão.

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