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Bandeira da OAB

Reeleita, Dilma Rousseff diz que reforma política será prioridade

Dilma Rousseff [Reprodução]A presidente reeleita Dilma Rousseff (foto) falou em união e reformas em seu primeiro discurso após o resultado das urnas. Segundo a presidente, a primeira reforma que ela buscará será a política. Dilma disse que vai procurar o Congresso Nacional para conversar, assim como movimentos da sociedade civil. Ela voltou a insistir na necessidade de um plebiscito para "dar força e legitimar" a reforma.

"Entre as reformas, a primeira e mais importante deve ser a reforma política. Deflagrar essa reforma, que é de responsabilidade do Congresso, deve mobilizar a sociedade por meio de um plebiscito, de uma consulta popular. Somente com um plebiscito nós vamos encontrar a força e a legitimidade para levar adiante este tema. Quero discutir isso com o novo Congresso eleito. Quero discutir igualmente com os movimentos sociais e as forças da sociedade civil."

Em seguida, Dilma voltou a prometer empenho no combate à corrupção. “Terei um compromisso rigoroso com o combate à corrupção, fortalecendo os mecanismos de controle e propondo mudanças na legislação para acabar com a impunidade, que é a protetora da corrupção”, disse.

Na área econômica, a presidente disse que vai promover “com urgência” ações localizadas na economia para a recuperação do ritmo de crescimento com a manutenção de empregos e da renda dos trabalhadores.

O combate à inflação também será uma prioridade, segundo ela. “Vou estimular, o mais rápido possível, o diálogo e a parceria com todos os setores produtivos do país”, disse. Por fim, Dilma disse que hoje está “muito mais forte, mais serena e mais madura” para exercer a presidência.

Marcus Vinicius Furtado Coêlho [OAB]Modelo desgastado
Para o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, (foto) é preciso fazer uma reforma política ampla. Ele aponta que apesar de extremamente disputada, a eleição ficará marcada pelo alto índice de votos brancos/nulos (6,34%) e de abstenção (21,10%). Somados, 37 milhões de eleitores, ou 27,44%, optaram por não escolher nenhum dos dois candidatos.

“Trata-se de um contingente muito grande de cidadãos que não se sentem acolhidos pelo modelo político atual, em que a representação está cada vez mais distanciada do cidadão comum”, afirmou Marcus Vinicius.

O presidente ressaltou ainda que somente com a reforma política estruturante, pondo fim ao investimento empresarial em candidatos e partidos, será possível devolver à população a crença nas causas republicanas. “A política há de ser o lar dos idealistas, daqueles que lutam por um país justo, pela causa pública, onde o interesse coletivo esteja acima de qualquer questão pessoal”, destacou Marcus Vinicius.

Além da reforma política, Marcus Vinicius destacou que os presidenciáveis receberam outras duas propostas da entidade: a Carta do Contribuinte Brasileiro, que exige maior justiça fiscal, apontando meios para que ela seja efetiva; e o Plano de Combate a Corrupção, com 17 pontos que, uma vez implementados, devem melhorar o uso do dinheiro público e reduzir os desvios da coisa pública. Com informações da Agência Brasil e Assessoria de Imprensa da OAB.

Revista Consultor Jurídico, 27 de outubro de 2014, 16h03

Comentários de leitores

5 comentários

comunismo

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

O ‘movimento’ pró constituinte na realidade dissimula o bolivarianismo, eufemismo para comunismo.

Quando as instituições são enfraquecidas e degradadas e se fala em Constituinte, reforma da Constituição, “processo constituinte”, o objetivo reformista oculto é institucionalizar a fraude e a impostura para impor um regime de viés totalitário.

República Bolivariana do Brasil

Prætor (Outros)

É o que vem por aí...

UGENTE: Reforma Politica/Eleitoral

Luiz Fernando Vieira Caldas (Contabilista)

Não é possível que o recado dado pela população, face ao elevado numero de votos em branco, nulos e abstinência, cujo montante foi superior, por exemplo, aos votos dados ao Governador eleito p/Rio de Janeiro, nada signifique. Milhares de brasileiros, s.m.j. demonstraram nas urnas que não estão satisfeitos com os políticos em geral, bem como com esse modelo que ai esta. Temos que fazer valer de fato e de direito o voto nulo/branco. Redação adequada para o Art. que trata do assunto se faz necessário. Hoje é eleito aquele que obtiver maioria dos votos VALIDOS. Assim sendo, se 90% da população anular ou votar em branco, na pratica, não vai significar nada. Podendo ser eleito, aquele que obtiver maioria dos votos validos. Mesmo que esses votos venham, apenas, de familiares e amigos. Não tenho formação jurídica. Se estou errado, me corrijam por favor

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