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Advogada de 40 anos é assassinada no Pará

A advogada e procuradora municipal Leda Marta Lucyk dos Santos, de 40 anos, foi assassinada no último sábado na cidade de Itaituba (PA). Seu corpo foi encontrado junto com o de sua filha de 10 anos e sua secretária. Os corpos das três estavam com diversas perfurações, provavelmente por facadas.  Desde 2011, sete advogados já foram mortos no Pará, estado que também conta com casos de ameaças e agressões no período.

Ex-marido de Leda, o também advogado Altair dos Santos chegou a ser detido e levado para o quartel da Polícia Militar para prestar depoimento. Amigos próximos da advogada relataram que Altair não aceitava a separação e teria ameaçado Leda. Professor de Direito em uma faculdade local, ele negou o crime e foi liberado pela PM.

O atual namorado da advogada também é considerado suspeito. Imagens da câmera de segurança de outra loja mostram um homem, identificado como o namorado, chegando ao local do crime na manhã de sábado. Poucos minutos depois, de acordo com as imagens, ele sai da loja com outra camisa e sem o boné que usava em sua chegada.

O presidente da seccional paraense da OAB Jarbas Vasconcelos foi a Itaituba no domingo (23/2) e reuniu-se com advogados que atuam na cidade. Eles afirmaram que o ex-marido de Leda seria amigo do delegado que comandava o caso. Por essa razão, a OAB-PA entrou em contato com a Secretaria da Segurança Público do Pará, que determinou a troca do delegado. As investigações têm agora o comando do delegado Silvio Birro, lotado em Santarém (PA), e do superintendente regional da Polícia Civil de Itaituba, Jardel Guimarães. 

Durante reunião com Vasconcelos, eles ouviram o pedido para que Altair seja preso preventivamente, para evitar sua fuga. “Ele precisa ser investigado e a polícia precisa conseguir um mandado de busca, a quebra de sigilo bancária etc. Estamos insistindo que os delegados peçam a temporária, pois corremos o risco de ele acabar fugindo”, afirmou Vasconcelos.

Homenagens
O presidente do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, manifestou repúdio pelo assassinato da advogada e classificou a situação como “bárbara, cruel e que exige uma investigação célere para que o responsável pelo crime não saia impune”.

A advogada era diretora-tesoureira da subseção da OAB em Itaituba. A presidente da OAB local, Cristina Bueno, disse que Leda "era uma brava combatente em favor das causas da nossa classe”. A seccional paraense da OAB divulgou nota afirmando que a vítima “desenvolvia um trabalho ético exemplar em Itaituba”. Com informações das Assessorias de Imprensa do Conselho Federal da OAB e da OAB-PA.

Revista Consultor Jurídico, 24 de fevereiro de 2014, 18h55

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