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Luto na magistratura

Morre desembargador José Guedes Correia Gondim Filho

O desembargador e professor José Guedes Corrêa Gondim Filho morreu na manhã desse domingo (9/2), aos 90 anos, vítima de infarto. Natural do município de Goiana, litoral sul de Pernambuco, Gondim Filho foi presidente do Tribunal Regional do Trabalho 6ª Região (PE) e procurador da Justiça do Trabalho.

Gondim chegou ao TRT-6 em 1978, ocupando a vaga reservada ao Ministério Público. Um ano depois foi escolhido vice-presidente, na gestão do juiz Alfredo Duarte Neto. Voltou a ser vice-presidente do TRT-6 em 1985, desta vez, na administração do então presidente Clóvis Valença Alves. Em março de 1987 assumiu a presidência da casa, permanecendo no cargo por dois anos e 11 meses. Aposentou-se em abril de 1993, aos 70 anos de idade e com 50 anos de serviço público.

Durante sua gestão, o magistrado instituiu a medalha João Alfredo Correia de Oliveira, em comemoração aos 100 de abolição da escravatura. A comenda, mais alta condecoração do TRT-6, já foi concedida a políticos, antropólogos, músicos, artistas plásticos, escritores e outras personalidades que de algum modo se destacaram no seu campo de atuação ou prestaram serviços significativos à Justiça do Trabalho da 6ª Região.

Paralelamente às atividades desenvolvidas na Justiça do Trabalho, o desembargador atuou como professor titular das cadeiras de Direito do Trabalho, Direito Processual do Trabalho e Instituições de Direito Social, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).

Em nota da presidência, Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco lamentou a morte do desembargador. “Gondim influenciou muito positivamente diversas gerações de alunos e advogados, com seu exemplo de conduta como professor e magistrado”, afirmou o presidente da OAB-PE, Pedro Henrique Reynaldo Alves. Ele lembrou que o desembargador e mestre deu nome a sua turma de formatura, na Faculdade de Direito, em 1992. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-PE.

Revista Consultor Jurídico, 10 de fevereiro de 2014, 17h32

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