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Obras da Copa

Polícia Militar cerca o antigo Museu do Índio no Rio

Policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar cercaram o antigo Museu do Índio, no Maracanã, Zona Norte do Rio, neste sábado (12/1). A aldeia indígena que fica no local será removida para as obras de modernização do estádio, noticiou o site de notícias G1. 

O defensor público federal Daniel Macedo, que está no local, afirmou que se não for expedido um mandado judicial para a Polícia Militar entrar no museu, eles não podem invadir. “Sem esse ofício a Polícia Militar está determinantemente proibida de invadir a aldeia. Esse documento pode chegar a qualquer momento, mas, até isso acontecer, as coisas têm que permanecer do jeito que estão”, afirmou Macedo.

O defensor também questiona o argumento do governo sobre o imóvel atrapalhar a mobilidade urbana para a Copa. "Isso não é verdade. Este imóvel nunca atrapalhou a cidade do Rio de Janeiro. A situação atual é que a polícia não pode adentrar o prédio.”

Por volta das 12h, o presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), Ícaro Moreno Junior, responsável pelas obras no Maracanã, chegou ao local para tentar conversar com os indígenas. Houve princípio de tumulto e ìcaro precisou ser escoltado para o interior do estádio. No local, ele se reuniu com o cacique Carlos Tucano.

Para Mônica Belo, outra líder do grupo, o objetivo deles é mostrar a cultura indígena para outros povos. “Esse aqui é o primeiro museu indígena da América Latina. Gostaríamos de construir um restaurante aqui no último andar para mostrar a nossa arte, a nossa cultura e também a nossa comida para todos os tipos de povos, mas isso vai depender se a polícia deixar”, destacou Mônica.

Os eventos esportivos que acontecerão na cidade nos próximos anos poderiam se tornar ótimas oportunidades para fazer essa divulgação, segundo a líder. 

Mais cedo, o encarregado de obras José Antônio César, que trabalha nas obras do Maracanã, pulou o muro que divide o canteiro de obras do estádio e o museu, para ajudar os índios caso a polícia invadisse o museu. Cerca de uma hora depois, quando pulou o muro para voltar ao canteiro de obras, o chefe do funcionário pediu que ele entregasse o crachá e o mandou voltar para casa.

Segundo o Governo do Estado do Rio, ainda não há data prevista para a demolição do museu.

Revista Consultor Jurídico, 12 de janeiro de 2013, 15h39

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