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Ideias do Milênio

'No século XIX, borracha era como o petróleo é hoje'

Entrevista concedida pelo escritor Joe Jackson ao jornalista Lucas Mendes, do programa Milênio, da Globo News. O Milênio é um programa de entrevistas, que vai ao ar pelo canal de televisão por assinatura Globo News às 23h30 de segunda-feira, com repetições às 3h30, 11h30 e 17h30.

“Durante a segunda metade do século XIX, a borracha era tão importante quanto o petróleo é hoje”, afirma o escritor Joe Jackson, em entrevista a Lucas Mendes. A descoberta do látex transformou a Amazônia. O Brasil tornou-se o principal exportador de borracha do mundo, a navegação a vapor permitiu transportar mais por distâncias maiores e milhares migraram para a região. Manaus e Belém prosperaram. Isso chamou a atenção do Império Britânico. O Milênio apresenta a história de Henry Wickham, o protagonista dos bastidores da disputa silenciosa que acabou com o ciclo da borracha brasileiro.

O final do século XIX até o início do século XX foi um período de mudanças significativas. Os capitais industrial e bancário formaram o capital financeiro. Surgiram novas indústrias, como a farmacêutica e a química. Começou uma disputa por mercados, e a concorrência imperialista ficou mais acirrada. O Império Britânico não estava mais sozinho. Estados Unidos e Alemanha ganhavam espaço na economia mundial. Nesse contexto, cada vantagem econômica era celebrada pelos britânicos, e o controle da borracha, essencial para a vida moderna que se delineava, representava uma vantagem estratégica.

Extraída no interior da floresta, a borracha representava um sonho de riqueza e, ao mesmo tempo, aventura para os estrangeiros que vinham tentar a sorte. A exuberância e os perigos da floresta criavam um ambiente desafiador. Mas, entrar na mata pelos rios, enfrentar doenças e riscos desconhecidos era uma oportunidade. Tornar-se um produtor de borracha era a chance de ficar rico. Escrever um livro contando as aventuras era sinônimo de fama e reconhecimento. Movido pela ambição, Henry Wickham saiu de Londres, foi para a Nicarágua, México, Austrália e Nova Guiné, mas foi na Amazônia brasileira que ele fez sua manobra mais ousada. O contrabando de 70 mil sementes da seringueira do Brasil para pesquisadores em Londres.

Historiadores econômicos discutem a data exata da Revolução Industrial, mas concordam que foi um dos períodos mais importantes na história da humanidade desde a domesticação de animais e plantas. Liderada pela Grã Bretanha, no meio do século XIX, transformou por completo os meios de produção. Extraordinárias inovações multiplicaram por dez a renda per capita nos dois séculos seguintes e por seis a população do planeta. O Sol não se punha no Império Britânico. Campeão mundial no comércio, controlava os produtos essenciais, mas não a borracha, elemento indispensável para a vida moderna. Cerca de 90% da produção saía da selva brasileira, onde crescia naturalmente.

Manaus e Belém prosperaram mais do que a maioria das cidades do mundo durante aquele período, mas, depois de três décadas de crescimento, em apenas três anos, a região voltou à pobreza. O principal responsável por essa mudança foi o inglês Henry Wickham. Ele se embrenhou pela Amazônia com a família, contraiu várias doenças tropicais, foi mordido por escorpiões, aranhas e mosquitos, mas saiu da selva com 70 mil sementes de seringueira, que deram o monopólio da borracha à Grã Bretanha por várias décadas.

O escritor Joe Jackson, no seu quinto livro, O Ladrão do Fim do Mundo, conta com revelações inéditas a história desse aventureiro sofrido, miserável e sonhador. Que enriqueceu os ingleses e empobreceu milhões de brasileiros. Wickham: o inglês que pôs fim ao ciclo da borracha

Lucas Mendes – Nos dê uma ideia do que foi a segunda metade do século XIX. O Império Britânico domina, a revolução industrial está a pleno vapor. Onde se situa Wickham e onde se situa a borracha em termos de uso e de custo?
Joe Jackson – Na segunda metade do século XIX, eu diria que a borracha era um recurso natural tão importante quanto o petróleo é hoje. Foi o primeiro produto bem sucedido economicamente que podia ser transformado em quase qualquer coisa. Sua extração e venda eram controladas pelo Brasil. Os preços subiam e desciam como acontece hoje com os EUA e o petróleo da Arábia Saudita. O Império Britânico não controlava os preços e não controlava a quantidade que entrava. Eles queriam ter mais controle de alguma forma.

Lucas Mendes – Wickham não tinha uma boa formação. Não falava línguas. Porque ele queria se tornar um exportador?
Joe Jackson – Acho que por dois motivos: o primeiro é que o pai dele era advogado e morreu de cólera, creio eu.

Lucas Mendes – Quando Wickham era uma criança?
Joe Jackson – Quando ele era uma criança. E a família baixou muito de classe. A classe era muito importante.

Lucas Mendes – Eles viviam bem?
Joe Jackson – Eles passaram de classe média alta para classe média baixa. Eles tiveram dificuldades financeiras. Wickham sempre quis subir de classe novamente. O segundo motivo foi que, como um jovem no Império Britânico, você podia se reinventar indo para as colônias ou indo para o Terceiro Mundo e virando fazendeiro ou explorador. Sua mãe era chapeleira, fazia chapéus. Primeiro, ele foi para a Nicarágua para arranjar penas para os chapéus e as enviava para ela. Enquanto estava lá, ouviu falar da borracha, em como ela estava em alta na América Latina. Em sua segunda viagem, ele desceu o rio Orinoco.

Lucas Mendes – Antes de chegarmos lá, ele levava uma vida terrível na Nicarágua, não levava?
Joe Jackson – Foi um desastre.

Lucas Mendes – Foi um desastre. Ele voltou para Londres?
Joe Jackson – Voltou.

Lucas Mendes – E o que fez ele voltar à selva e, dessa vez, descer o rio Orinoco?
Joe Jackson – É algo que se questiona. Creio que ele sempre foi muito ambicioso. Ele tinha ouvido falar vagamente da borracha quando estava subindo o Orinoco. Então ele chegou a uma cidade onde vários expatriados falavam da borracha, como se podia ganhar muito dinheiro. Foi para o sul e chegou a Manaus. Nos seus diários, ele falava sobre as grandes casas de borracha e a quantidade de dinheiro que eles estavam ganhando. Ele ficou fascinado por tudo aquilo, mas estava muito doente. Ele não achou que fosse retornar à Amazônia. Em Manaus, ele desceu o rio em direção ao Atlântico, e, ao chegar a Belém, conheceu o cônsul-geral britânico. O cônsul-geral disse que nunca um súdito britânico tinha ido para a Amazônia e se tornado plantador de seringueiras. Se alguém fizesse isso, poderia ficar rico. Os cônsules gerais não eram bem diplomatas, eles cuidavam dos interesses econômicos do império. Ele [Wickham] voltou e convenceu a família.

Lucas Mendes – Ele casou, arranjou uma esposa?
Joe Jackson – Ele encontrou uma moça, sua esposa Violet. Convenceu sua mãe, sua irmã, seu irmão e os maridos e esposas deles a acompanhá-lo. Sua sogra também, além da sogra da mulher do irmão. Era um grupo de 10 a 15 pessoas, incluindo empregados.

Lucas Mendes – Ele era muito trabalhador e recolheu 70 mil sementes.
Joe Jackson – Exato.

Lucas Mendes – Quanto tempo ele levou para recolher essas sementes?
Joe Jackson – Ele ouvia cada vez mais falar das sementes de seringueira. Depois de dois ou três anos lá, foi procurar pelas melhores sementes. Ele sabia reconhecer boas sementes de seringueira. E, finalmente, encontrou-as nos planaltos a oeste de Belém. Ele contratou um bando de habitantes do local e foi junto com eles. Eles foram para os planaltos na época que as vagens estavam se abrindo e as sementes caindo. Dava para ouvir. Eram como tiros. Eles olhavam ao redor, coletavam as sementes e as levavam de volta para Belém, onde um cargueiro inglês encostava vez por outra.

Lucas Mendes – Aí ele encontrou esse navio, o Amazon?
Joe Jackson – O Amazon, exato.

Lucas Mendes – E o capitão pegou todas essas sementes e colocou lá. Ele saiu do país sem qualquer problema. Ele mentiu na alfândega?
Joe Jackson – Exato. A lei dizia que qualquer país poderia levar sementes para estudo. A intenção era deixar levarem umas 15, 20 sem problemas. Ele não disse que estava levando 70 mil sementes! O Jardim Botânico de Londres não estava apenas estudando essas sementes, estava cultivando para mandar para as plantações inglesas na Índia, na Malásia ou no Ceilão, na época.

Lucas Mendes – E no Sri Lanka.
Joe Jackson – Exato. E criar outro cultivo de chá, ou algo assim.

Lucas Mendes – Alguns cientistas, alguns botânicos, disseram: “Porque não plantamos as seringueiras?” E o governo brasileiro resolveu não fazer isso. Por quê?
Joe Jackson – No Amazonas e no Tapajós, vários brasileiros haviam tentado pequenas plantações, não na mesma escala que Henry Ford tentou mais tarde, mas pequenas plantações. Eles perceberam que, depois de 5 a 7 anos, quando as árvores haviam crescido e suas copas se expandiam tocando outras árvores, um fungo se instalava e destruía as árvores. Os pequenos agricultores perceberam que era muito melhor entrar na floresta e coletar o látex da forma como os seringueiros faziam há séculos, do que colocar todas as árvores juntas, já que o investimento era perdido em pouco tempo.

Lucas Mendes – A biopirataria não era uma preocupação na época. Mesmo assim, os britânicos haviam roubado a quina?
Joe Jackson – Eles tinham levado a quina 20 anos antes...

Lucas Mendes – Vinte anos antes?
Joe Jackson – E cultivaram com sucesso a planta que era usada contra a malária. Todos estavam pirateando porque a ideia reinante era que a natureza era de todos. As leis que protegem os recursos naturais dos países ainda não haviam sido criadas.

Lucas Mendes – Ele levou as 70 mil sementes, recebeu 700 libras do governo britânico, mas não houve gratidão ou reconhecimento?
Joe Jackson – Nada.

Lucas Mendes – Nem um emprego?
Joe Jackson – Ele queria um emprego. Ele queria ir junto com as sementes que sobreviveram. Cerca de 10% ou 12% das 70 mil sementes sobreviveram. Ele queria ir junto com elas para as plantações do Extremo Oriente, no Sri Lanka, na Índia e países assim. Basicamente, ele queria levar seu conhecimento, mas também queria vender borracha. Os donos das plantações, fazendeiros, são sempre muito conservadores. Se têm um cultivo bem-sucedido, não querem mudar. Muitos dos donos de plantações no Extremo Oriente daquela época plantavam chá, mas o chá estava começando a ser atacado por pragas, por fungos, e os donos das plantações estavam procurando por outro cultivo. Ele queria promover a borracha, mas ele foi um pouco duro demais.

Lucas Mendes – Depois de todos esses anos, sua mãe morreu, sua irmã morreu e ele se afastou da família por 700 libras. Isso era muito dinheiro naquela época?
Joe Jackson – Era uma quantia razoável. Ele poderia ter pego esse dinheiro — como fez —, e começado uma fazenda em um outro lugar. Ele foi para a Austrália.

Lucas Mendes – Ele teve uma vida dura mais uma vez.
Joe Jackson – Teve uma vida dura na Austrália. Exato. Era uma quantia razoável, mas ele não era rico. E ele queria ser rico e famoso. E acabou indo parar nos piores lugares do mundo, e levou uma vida dura.

Lucas Mendes – Austrália era tão ruim quanto o Brasil, em termos de desastres?
Joe Jackson – Com certeza. E havia tornados, que eram chamados de “ciclones”. O Brasil tem uma abundância da água, e Queensland, onde ele estava, por vezes, era um deserto. Era um local bastante inóspito.

Lucas Mendes – Aí ele volta para Londres e vai parar em Honduras. Em Belize, onde ele sobreviveu, viveu razoavelmente bem. Ele era juiz de paz.
Joe Jackson – Ele era quem resolvia tudo, era o faz-tudo do embaixador britânico no país, Goldsworthy. Goldsworthy gostava dele porque ele resolvia as coisas. Ele era explorador, gostava dos índios. Havia problemas na fronteira com os índios matando todos os europeus na península de Yucatán. Wickham foi lá e parecia ter conseguido a paz. Mas o embaixador britânico era odiado pelos plantadores de mogno nas Honduras Britânicas. Quando Goldsworthy retornou a Londres, Wickham não tinha mais apoio. Ele tentou se tornar fazendeiro, mas a terra que ele comprou ficava nas terras das exploradoras de mogno, e ele perdeu tudo mais uma vez.

Lucas Mendes – Aí ele volta para Londres e acaba em Nova Guiné.
Joe Jackson – Exato.

Lucas Mendes – No caminho do paraíso, ele queria ver onde ia ficar. E a esposa o acompanhou.
Joe Jackson – Isso.

Lucas Mendes – Ele trabalhava com esponjas e pérolas?
Joe Jackson – Havia esponjas do mar, havia o que era chamado de “madrepérola”, e também havia as lesmas do mar, que eram vendidas para os chineses como afrodisíaco. Havia muita procura. Ele achou que poderia ficar rico com isso... Também com a fibra do coco. Ele achou que poderia ficar rico com essas coisas, mas, mais uma vez, ele fracassou.

Lucas Mendes – E ele perdeu a esposa. Ela disse: “Sou eu ou essa terra”?
Joe Jackson – Violet disse: “Henry, isto é loucura. Sou eu ou seus sonhos loucos”. E Wickham disse: “Não posso conter meus sonhos. Tchau”.

Lucas Mendes – Ele retornou a Londres duro, mais uma vez, mas obteve reconhecimento.
Joe Jackson – Ele recebeu o título de Cavaleiro.

Lucas Mendes – Quantos anos ele tinha?
Joe Jackson – Ele devia ter quase 70 anos quando seu trabalho foi reconhecido.

Lucas Mendes – Ele ganhou algum dinheiro?
Joe Jackson – Creio que não. Por ter reconhecimento, ele começava umas empresas de botânica, e as pessoas investiam nele por ele ter um nome. E aquela seria a próxima planta milagrosa, mas a tecnologia não era suficiente para separar, por exemplo, as fibras, ou algo assim. Repetidas vezes, ele perdeu tudo o que tinha.

Lucas Mendes – Do momento em que Manaus começou a crescer – que o látex subiu de preço pela enorme demanda –, até o momento em que começos a desmoronar em 1910, tudo aconteceu muito rápido. Você descreve Manaus de forma fascinante, com sua enorme riqueza. A cidade era quatro vezes mais cara que Londres e Paris, havia diamantes. De cada três casas, duas eram bordéis...
Joe Jackson – Era fascinante. Ainda se pode ver, se você for a Manaus e visitar a Ópera. É uma coisa magnífica. Eles trouxeram colunas, trouxeram madeira marchetada. É um lugar incrível.

Lucas Mendes – Mas quando veio o colapso, foi tudo muito rápido. Em 1910, Manaus era muito rica. Em 1913 tinha acabado. O látex passou a vir da Malásia, da Índia. De onde mais?
Joe Jackson – Por volta de 1913 começamos a ver, especialmente em 1915, que muito látex mais barato estava vindo das plantações britânicas na Malásia e o redor de Cingapura. O que aconteceu lá é que as plantações eram todas de chá, mas houve uma praga que acabou com o chá. No final da década de 1890, os fazendeiros começaram a plantar seringais. Mas leva tempo até as seringueiras se desenvolverem.

Lucas Mendes – Quanto tempo?
Joe Jackson – Leva pelo menos sete anos para que cresçam, e para começarem a produzir látex mesmo demora mais tempo. Em 1910, mesmo antes, a produção do Oriente estava aumentando e, em 1910, 1911, começou a superar a produção de Manaus. E era barata. Eles tinham plantações, podiam controlar a produção. Enquanto, na Amazônia, os seringueiros saíam e não podia saber ao certo quanto látex eles trariam. Não era um cultivo cientifico na Amazônia como em Cingapura. Os britânicos conseguiram baixar muito os preços.

Lucas Mendes – E eles controlaram o mercado por quanto tempo?
Joe Jackson – Eles controlaram o mercado até a Segunda Guerra, quando os japoneses superaram suas plantações. Foi então que os Aliados tiveram que produzir borracha sintética.

Lucas Mendes – A borracha coincidiu com as bicicletas, os carros, os trens.
Joe Jackson – Exato.

Lucas Mendes – Até na medicina foi amplamente empregada. Aí veio o outro Henry. Estamos quase terminando. Henry Ford, que também tentou construir um sonho americano no meio da selva.
Joe Jackson – Henry Ford foi interessante porque ele queria o controle. Eu acho que se chama “integração vertical” em Economia, quando você tem o controle do negócio desde as peças, dos recursos naturais, até as vendas. Ford era dono das fábricas e dono das concessionárias, mas precisava comprar borracha dos britânicos ou dos brasileiros. E ele queria usar a sua própria borracha. Por isso ele fundou a Fordlândia. Um grande fracasso.

Lucas Mendes – A Amazônia matou muitos sonhos.
Joe Jackson – Com certeza.

Lucas Mendes – E matou milhares de pessoas, de acordo com seu livro e outros documentos. Centenas de milhares... Um milhão talvez?
Joe Jackson – Não sei. A maior atrocidade aconteceu no Peru, com os Putumayos. A borracha, por ser tão difícil de coletar, fazia com que as pessoas fossem sempre escravizadas. Tribos nativas eram escravizadas para coletar borracha. Foi o que aconteceu na África, no Congo. Era uma borracha diferente, mas todas as atrocidades que aconteceram no Congo belga nesse período estavam ligadas à coleta de látex.

Lucas Mendes – As pessoas tinham as mãos decepadas. Hoje em dia, há alguma forma de biopirataria que você conheça com exploradores, ou ela é feita só por grandes empresas?
Joe Jackson – Pelo que li, sempre se trata de grandes corporações. Há muitas plantas ou animais, especialmente plantas, que ainda não foram descobertas, ou suas propriedades não foram descobertas. Eles enviam uma espécie de “exploradores botânicos”. Eles ouvem dos habitantes de um local que uma planta é boa para certa doença. Eles a levam para o laboratório, separam seus componentes químicos e descobrem que ela cura o câncer ou outra doença. É possível intensificar o componente químico e patenteá-lo, ganhando bilhões de dólares, enquanto as pessoas no Mato Grosso, que falaram sobre a tal planta, não ganham nada. Essa é a questão.

Revista Consultor Jurídico, 30 de março de 2012, 15h38

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