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Sem planejamento e ação, Ano Novo será como os outros

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O mundo não acabou na semana passada como previam iludidos incautos. Aliás, este tema me faz pensar sobre a importância de, na vida e também nas práticas de gestão humana, não nos afastarmos, dentre outras coisas, da coerência, do senso crítico.

Os sonhos, as ilusões, rondam o homem e podem facilmente transformar-se em enganos vexatórios.

Então, teremos mais um Ano Novo. E Ano Novo será sempre Ano Novo, como todos os outros anteriores, e certamente sem as surpresas imaginadas pelas crenças místicas ou esotéricas.

A personagem Mafalda, criada pelo cartunista argentino Quino, nos oferece uma ótima reflexão:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Ano Novo é época em que todos revisam e reforçam os seus desejos, mas nem todos mudam a forma de agir para realizá-los. Para fazer acontecer, para ser melhor, como diz a Mafalda, não basta ter esperança, não basta simplesmente querer, não basta ter a intenção de fazer.

E como fazer para que 2013 não seja uma cópia maquiada dos anos anteriores? Não seria uma boa ideia ter um projeto para o Ano Novo? Nos trabalhos de coaching e aconselhamento de carreira temos aplicado um método alicerçado em cinco itens e que revela bons resultados.

Objetivo
O mestre Peter Drucker apregoava que "não podemos prever o futuro, mas podemos criá-lo". E o primeiro passo para isto é ter objetivos, é conceber onde quero chegar, o que quero conseguir. Objetivo pode ter etapas e outros nomes, meta, foco, não importa, desde que possua as seguintes características:

Ter importância, relevância.
Estar claramente definido.
Ser viável, factível.
Ser desafiador.
(Falaremos mais sobre objetivos, no próximo artigo).

Planejamento
Thomas Edison, um grande nome da história, dizia que “boa sorte é o que acontece quando a oportunidade encontra o planejamento”. Não planejar o alcance dos objetivos é entregar-se a uma viagem sem fazer o mapa de navegação. Grande chance de desastre ou, minimamente, frustração. O planejamento requer:

Avaliar o ambiente, os riscos e as oportunidades.
Avaliar o próprio potencial e competências — pontos fortes e pontos fracos.
Definição de etapas, prazos, cronograma.
Previsão e envolvimento de recursos, de qualquer natureza (física, tecnológica, humana, etc.).
Supervisão e acompanhamento de ações.

Ação
Tomemos as sábias palavras do Fernando Pessoa: “Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?”

Sem a ação, tudo o mais não passa de intenção, ou de aceitação.

Agir é pôr o plano em andamento, tirá-lo do papel ou da cabeça (sonho). A ciência da Administração oferece muitas maneiras de agir sistematicamente, com eficiência, quando não com excelência. É realizar e fazer um ano melhor.

Persistência
O mundo (e nós mesmos também) cansa de nos oferecer obstáculos e revezes. O nosso José de Alencar, dizia que “o sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis”.

Não basta ter disciplina. Aliás, pode ser perigoso — pois um fumante, um toxicômano, um alcoólatra é, sem dúvida, um sujeito disciplinado.

Há que se ter sim, resolução, ou seja, capacidade de adotar comportamentos e decisões orientadas a objetivo escolhido, com frequência e convicção.

Aferição de resultados
Se necessitamos de um mapa de navegação (planejamento), também precisamos pelo menos de uma bússola, pois não raro os projetos pedem correção ao longo do tempo.

Nietzsche pensava que “a constância dos bons resultados conduz os homens à felicidade”. Ora, como saber se os resultados são bons, se não medi-los ao longo do tempo?

Quantas vezes assistimos a quantos dos nossos projetos perderem vitalidade, por isto, ou por aquilo, até morrerem ou serem esquecidos? Métricas sistematizadas para prazos, para recursos, valores, enfim, tudo que está envolvido no alcance do objetivo, são indispensáveis. Isto é aferir!

Em geral, as organizações usam e abusam de métricas. Então, por que uma pessoa não usar para si?

Para finalizar e em todo final de ano, lembro-me do nosso poeta Drummond de Andrade que encantadoramente recita: “É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.”

Tenhamos todos um feliz 2013!

 é consultor da VOC Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, palestrante e professor especializado em gestão de pessoas e desenvolvimento organizacional. Graduado em Administração de Empresas e Economia pela Faap, Coach Executivo & Pessoal certificado pelo ICI - Integrated Coaching Institute, pós-graduado em Gestão Estratégica e Total Quality Management pela FGV-SP, e Comunicação Empresarial pela ESPM; foi Executivo em empresas nacionais e multinacionais e professor convidado em cursos de pós-graduação da FGV/GVlaw-SP, UNISINOS-RS e IICS/CEU-SP, além de vice-presidente do CeaEAE – Centro de Estudos de Administração de Escritórios de Advocacia.

Revista Consultor Jurídico, 28 de dezembro de 2012, 8h00

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