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Gouvêa Vieira sofre cisão e nova banca tem 14 advogados

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Pedro Antonio Gouvêa Vieira Almeida e Silva, um dos sócios do Gouvêa Vieira, deixou a sociedade. Juntamente com Tamy Tanzilli e Giedre Brajato, que também eram sócios do Gouvea Vieira, abriu uma nova banca, o ASGV Advogados — Almeida e Silva, Gouvêa Vieira, Tanzilli e Brajato, que conta já com 14 advogados. O Gouvêa Vieira, que aparece em 31º lugar do ranking dos maiores escritórios em número de advogados da revista Analise Advocacia de 2010, fica com cerca de 120 advogados, dos quais 12 são sócios.

A nova firma assim se apresenta em seu site recém criado: "Criado por profissionais com mais de 20 anos de atuação no mercado, o ASGV Advogados surge com o objetivo de oferecer soluções integradas no campo jurídico para empresas, investidores e famílias empresárias. O foco no direito empresarial pressupõe o acompanhamento personalizado das necessidades dos clientes, com orientação permanente sobre todos os aspectos legais e econômicos de seus respectivos negócios".

Já o Gouvea Vieira informa, pela internet, da reestruturação ocorrida simultaneamente com a saída dos antigos sócios: "Gouvêa Vieira Advogados (...) vem implementando nova estrutura organizacional fundada na adoção de uma única matriz de governança nos escritórios do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Paris. Maria Fernanda Pécora Gédéon acaba de assumir a gestão da unidade em São Paulo e, em Paris, Maria Isabel dos Santos Nivault Mantém presença na representação dos interesses dos clientes granceses e brasileiros. No âmbito dessa reorganização, os advogados Pedro Antonio Gouvêa Vieira Almeida e Silva, Giedre Brajato e Tamy Tanzilli decidiram exercer suas atividades de forma totalmente desvinculada e independente do Gouvea Vieira Advogados".

Paulistas e cariocas
De acordo com notícia do site de informação jurídica Latin Lawyer Brazil, os dois lados atribuem a cisão ao modo de administração da banca principal em relação ao escritório menor. De acordo com Almeida e Silva, “a decisão é parte de um processo natural”. “Cariocas e paulistas têm modos diferentes de pensar, e nós queríamos um estilo de administração local. Nós temos trabalhado de forma mais independente aqui em São Paulo”, conta.

A cisão foi planejada por meses. Em parte, porque sendo uma banca familiar, os sócios tinham outras considerações além das puramente voltadas aos negócios. De acordo com Almeida e Silva, do time paulista da sociedade, embora a relação familiar tenha requerido um cuidado extra, todo o processo não deixou de ser profissional. “A família Gouvêa Vieira sempre teve negócios em comum e a banca é apenas uma das nossas joint ventures. Não foi a emoção que instigou esse diálogo, e sim os negócios”.

Jorge Eduardo Gouvêa Vieira, da banda carioca do escritório, credita a mudança a um processo de modernização. “Nós trouxemos um consultor para atualizar nosso estilo de adminsitração, e uma das nossas metas era ter mais controle sobre as filiais da banca na tomada de decisões”, conta. “Nossos parceiros em São Paulo decidiram que eles não queriam ser parte desse processo”.

Ainda de acordo com a notícia do Latin Lawyer, Almeida e Silva aliou-se a uma empresa no Rio de Janeiro que vai oferecer orientação especializada sobre responsabilidade empresarial para o terceiro setor. A intenção não é trabalhar com contencioso de massa.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 16 de outubro de 2011, 9h37

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