Consultor Jurídico

Vida breve

Renato Nalini lança livro com reflexões sobre a morte

A capital paulista, com quase 10 milhões de habitantes, tem perto de mil pessoas com mais de 100 anos. Desse total de longevos, 80% são mulheres. A descoberta é do desembargador Renato Nalini que pesquisou o assunto e nesta quinta-feira (2/6) lança o livro que fala de um tema triste: a morte. "As mulheres são mais cuidadosas e acabam tendo uma qualidade de vida melhor que os homens", explica Nalini. 

Reflexões Jurídico-Filosóficas sobre a morte – Pronto para morrer?, da Editora Revista dos Tribunais, é o título do novo livro do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. O lançamento está marcado para as 19h, na Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1731, no bairro dos Jardins, em São Paulo). Questionado sobre o motivo que o levou a escrever sobre um tema que normalmente todos fogem, Nalini se saiu com uma frase do filósofo francês Michel de Montaigne (1533-1592): "Filosofar é aprender a morrer".

"Não nascemos com data de validade, somos finitos e a vida é muito breve e efêmera, não duramos mais que algumas década", afirmou Nalini, explicando que o livro nada mais é que uma reflexão para se pensar melhor na vida. O desembargador reconhece que a morte apavora os vivos e confessa que não está pronto para partir.

Católico militante, Nalini trata do tema morte sem melancolia. "Penso que temos uma cultura mórbida em relação à morte, que é a mais democrática das ocorrências a nos esperar", reflete o desembargador. "Se olhássemos melhor a morte daríamos mais valor à vida e conviveríamos com as pessoas sem deixar vingar ressentimentos, tristezas e mágoas."

Além de desembargador, Nalini é professor de Ética e Filosofia e de Direito Constitucional. Foi presidente da Academia Paulista de Letras e hoje ocupa o cargo de secretário-geral da entidade. Tem outros livros publicados, entre eles, Ética da Magistratura, A Rebelião da Toga e Ética Ambiental




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Revista Consultor Jurídico, 30 de maio de 2011, 8h20

Comentários de leitores

1 comentário

Memento mori

Balboa (Advogado Autônomo)

Morrer se torna ainda mais difícil quando acumulamos tantos títulos. Quanto mais acreditamos que somos, mais sofrida será a partida. A mente não quer deixar de existir e para isso cria tantos vínculos e amarras. Recomendo a leitura do livro: "A Morte de Ivan Ilich"

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