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Justiça parada

OAB vai ao TJ-MT reclamar de falta de juiz em comarca

A situação na Comarca de Nova Xavantina (a 646 km de Cuiabá) está crítica, tanto que o presidente da OAB de Mato Grosso, Cláudio Stábile Ribeiro, encaminhou ofício ao presidente do Tribunal de Justiça e ao corregedor-geral  na última quinta-feira (26/5) afim de que sejam tomadas providências.

O presidente da subseção da OAB do município, Celson Faleiro, relatou que a comarca está sem juiz, servidores e conciliador. "A situação está crítica, os processos estão conclusos há muito tempo e até agora nada se resolve, o que está gerando desânimo total entre os advogados. A maior preocupação é com os jurisdicionados que ficam à mercê de serviços judiciais sem eficiência", lamentou. Celson Faleiro informou, ainda, que atualmente os juízes que atuam na comarca estão gozando de licença paternidade e médica. 

A advogada Katrice Pereira da Silva também reclamou. "É um absurdo processos estarem concluso mais de oito meses e estarmos sem conciliador desde 2007. Diante disso, o gestor deixa de fazer outros serviços que lhe compete, ficando tudo parado, muito lento. Nossa cidade é pequena e o juizado é muito utilizado", desabafou a profissional. Com Informações da Assessoria de Imprensa da OAB.

Ofício 136/2011-OAB/GP

Revista Consultor Jurídico, 28 de maio de 2011, 11h07

Comentários de leitores

1 comentário

Depois a culpa é do ADVOGADO

Manfrei (Advogado Autônomo - Criminal)

Depois dizem que a culpa na demora dos processo é do advogado que recorre demais. Aí, para darem celeridade ao processo, retiram o direito de questionamento de uma decisão (absurda pec dos recursos). O que precisa fazer é dar autonomia (financeira e administrativa) de verdade aos tribunais e é lógico fiscalizar os gastos (para não virar festa), obrigando o investimento na informatização da justiça e contratação de funcionários capacitados. A justiça ultimamente cresceu 20-30% enquanto as demandas cresceram 150%. a matemática não fecha. Não importa o número de recursos ou demandas, tendo estrutura para analisar os feitos o processo não demora. Na justiça do Trabalho da 15ª Região (tribunal em Campinas) tem recurso ordinário sendo julgado em 30/45/60 dias, sem perda de qualidade. É mágica ou competência administrativa?. Serve de exemplo.

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