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Imagem pública

OAB promete processar juiz por quadro ofensivo

Vaca do litigio - Reprodução

Um quadro pendurado na sala de audiências da 2ª Vara de Família da comarca de Santa Maria (RS) está causando polêmica entre os advogados. No centro, uma vaca em cujo corpo está escrita a palavra "litigation" (litígio), o autor (“plaintiff”) e o réu (“defendant”) a puxam cada um para seu lado. Sentado num banquinho, tirando o leite, está o advogado (“lawyer”). O juiz observa a cena. As informações são do portal Espaço Vital.

O conselheiro Ricardo Jobim relatou o caso para o Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil e distribuiu cópias da imagem aos demais conselheiros. Segundo ele, "os advogados da cidade se sentem ultrajados num espaço público em que desenvolvemos nosso trabalho, quando é exibido, de costas, o advogado agarrado às tetas da vaca, como aquele que tira os proveitos do litígio".

O Conselho concluiu que o quadro expõe o advogado agarrado às tetas da vaca, como figura meramente temerária no litígio e interessada nos lucros oriundos do processo. Situação grotesca e ofensiva à dignidade da advocacia, na visão do Conselho.

O expediente vai para a Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas da entidade, para que seu presidente, Marcelo Bertolucci , reúna os depoimentos de todos os advogados que viram o quadro e suas manifestações instruam a representação a ser enviada ao Conselho Nacional da Justiça.

Protesto
Um advogado santa-mariense surpreendeu-se com o quadro e fotografou a imagem com um celular. Foi o estopim para que o quadro da "vaca Litigation" — como passou a ser chamado — fosse o tema de protesto, na troca de e-mails entre dezenas de profissionais.

Outros conselheiros relataram casos pontuais em relação ao juiz Rafael Pagnon Cunha, titular da Vara na qual há a imagem. O juiz é colecionador de facas, e além de diretor do foro da comarca, é também assessor da presidência da Ajuris (Associação de Juízes do Rio Grande do Sul).

Quando jurisdicionava em Cruz Alta, Cunha arbitrou honorários de 1% em execução de sentença. O advogado Nedson Culau peticionou doando o valor de  R$ 14,00 ao foro para a compra de papel higiênico.

Revista Consultor Jurídico, 13 de junho de 2011, 16h58

Comentários de leitores

14 comentários

Esta questão vai além do institucional

Gilson Sousa dos Santos (Estudante de Direito - Tributária)

Respeito é fundamental em qualquer lugar.Esse pobre senhor tem visão embasada acerca da própria formação acadêmica e implora todas as manhãs para não encarar o espelho, supõe equivocadamente que pode fazer juízo de valor, desrespeitado descaradamente os princípios do estado democrático de direito. O mínimo que ele poderia fazer era se perdoar por ter passado tantos anos estudando e não ter aprendido o essencial. Pedido de desculpas ao público? Seria uma mera consequência que não vai retornar a pedra jogada. Ele não tem a mínima noção de que o tribunal não é a extensão do seu lar, digo, da das quatro paredes que sufoca sua dor e incompreensão, sua concepção acerca das suas prerrogativas acabam a partir do momento que se defronta com as garantias de uma democracia.Imagine se todas as pessoas usassem o direito de livre expressão e começassem a colocar caricaturas que fizessem alusão aos magistrados como corruptos, sem pudor e hipoteticamente se cogitasse que o judiciário assim como o legislativo, sambam na mesma latrina.
Se formos mais a fundo das questões emocionais e psicológicas do “Excelentíssimo não sei quem Sou”, resta-nos agracia-lo com nossa piedade e misericórdia. A falta de autoconhecimento é o resultado da ausência de amor próprio. Matérias com estas, apenas trás à luz a insanidade que se instala nas cúpulas das casas que ostentam uma pobre e venha mulher com olhos vendados e uma balança com o fiel adulterado. A impressa tem noticiado o circo que se instalou no STJ quanto ao processo de indicação e nomeação dos ministros. Extrapolou a ética das feiras livres. O resultado? AUTOFAGIA DO SISTEMA.
Por favor, desliguem o celular e bom filme!

Com quem será?

Gilberto Serodio Silva (Bacharel - Civil)

Que os reclamantes (Plaintif) mais se indentificaram. Não foi com a vaca...

PROBLEMAS

KOBA (Outros)

Tem colega que gosta de arranjar problema de graça. O dia a dia forense, por si só, já é carregado, haja vista lidarmos com conflitos. Então, para que buscar, sem uma razão relevante, pendengas de cunho institucional? Só Freud explica.

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