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Consulta popular

Índice de rejeição para divisão do Pará é de 60%

A rejeição dos eleitores do Pará à proposta de divisão do Estado do Pará se manteve maior que 60%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (9/12). De acordo com a consulta, 65% dos eleitores são contra a criação do Carajás (sudeste do Pará) e 64% rejeitam a criação do Tapajós (oeste). Cerca de 4,6 milhões eleitores de paraenses irão amanhã às urnas para decidir se o Pará vai ou não se desmembrar em três Estados. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo o Datafolha, o percentual de eleitores contrários à criação de Carajás e Tapajós cresceu, em ambos os casos, três pontos. A oscilação está dentro da margem de erro da pesquisa, também de três pontos.

Na comparação com levantamento divulgado em 24 de novembro, oscilou de 62% para 65% a fatia dos que irão votar contra a criação de Carajás, enquanto o índice dos que irão votar sim pela divisão se manteve em 31%. No caso de Tapajós, o índice dos contrários à criação deste Estado oscilou de 61% para 64%, e a fatia de favoráveis, 30% para 31%. Os índices de indecisos caíram de 7% para 4%, no caso da decisão sobre Carajás, e de 9% para 4%, no caso da votação sobre Tapajós.

A rejeição à divisão continua concentrada na região chamada de Pará remanescente, onde fica Belém. Foram entrevistados 1.213 eleitores em 53 municípios paraenses nos dias 6, 7 e 8 de dezembro. A pesquisa, portanto, detecta os efeitos de praticamente todo o período da propaganda plebiscitária no rádio e na televisão, exibida durante quase um mês.

A campanha a favor da divisão, comandada pelo marqueteiro Duda Mendonça, causou polêmica ao exibir paraenses recebendo tapas na cara, simbolizando o abandono do Estado. A maioria dos entrevistados afirma ter visto os programas.

Registrada no TSE, a pesquisa foi encomendada em uma parceria entre Folha, TV Liberal e TV Tapajós (afiliadas da Rede Globo no Pará).

Em relação ao primeiro Datafolha, realizado no início de novembro, houve um crescimento na rejeição de oito pontos percentuais para o Carajás e de sete pontos percentuais para o Tapajós. "A pesquisa mostra estabilidade nas intenções de voto desde o início da campanha", afirmou Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.

Pesquisa parlamentar
Levantamento feito pela Agência Brasil mostra que dez dos 20 parlamentares eleitos pelo Pará para o Congresso Nacional são contrários à proposta de divisão. Já aqueles favoráveis à divisão somam seis, enquanto quatro adotaram postura neutra. Na Câmara, dos 17 deputados federais paraenses, oito disseram ser contra a divisão. “Os problemas alegados para dividir o estado não serão resolvidos com a criação de duas novas estruturas. Realmente, há muita desigualdade, mas existem maneiras melhores para resolvê-las”, disse o deputado Cláudio Puty (PT).

Seis deputados declararam-se a favor da divisão do estado. Nascido em um município próximo à cidade de Marabá, que será a capital do estado de Carajás, caso a criação do estado seja aprovada, o deputado Wandenkolk Gonçalves (PSDB) argumentou que com a divisão trará mais desenvolvimento, educação e saúde.

Os deputados Wladimir Costa (PMDB), José Priante (PMDB) e Beto Faro (PT) defenderam a realização do plebiscito, mas preferiram manter postura neutra. Já no Senado, nenhum dos três representantes do estado é a favor da divisão. Os senadores Flexa Ribeiro (PSDB) e a Marinor Brito (PSOL) defendem a manutenção atual do território paraense. Já o tucano Mário Couto não adotou posição em relação à disputa.

Plebiscito
A votação de domingo ocorre das 8h às 17h. Os eleitores responderão a duas perguntas: a primeira, se eles são a favor ou contrários à criação do estado do Tapajós. Em seguida, devem opinar se são a favor ou não da criação do estado de Carajás. A ordem das perguntas foi definida em sorteio pelo Tribunal Superior Eleitoral.
O voto é obrigatório para quem tem título de eleitor do Pará, e os que estiverem fora do domicílio eleitoral têm o prazo de 60 dias para justificar a ausência.

Contra a divisão:
deputados

André Dias (PSDB)
Arnaldo Jordy (PPS)
Elcione Barbalho (PMDB)
Josué Bengtson (PTB)
Lúcio Vale(PR)
Miriquinho Batista (PT)
Zenaldo Coutinho (PSDB)
Cláudio Puty (PT)
senadores
Flexa Ribeiro (PSDB)
Marinor Brito (PSOL)

Favoráveis à divisão:
Asdrubal Bentes (PMDB)
Giovanni Queiroz (PDT)
Lira Maia (DEM)
Wandenkolk Gonçalves (PSDB)
Zé Geraldo (PT)
Zequinha Marinho (PSC)

Neutros:
deputados
Beto Faro (PT)
José Priante (PMDB)
Wladimir Costa (PMDB)
senador
Mário Couto (PSDB)

Revista Consultor Jurídico, 10 de dezembro de 2011, 15h44

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