Consultor Jurídico

Artigos

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Solução de conflitos

Estagiário-líder é admirado pelos colegas de trabalho

Por 

Uma das grandes diferenças do estagiário de hoje para o estagiário de alguns anos atrás está na liderança. Liderança? Sim, liderança. O primeiro passo para uma carreira de sucesso é conseguir liderar pessoas. E liderar não significa mandar - significa dar o exemplo, fazer as coisas certas da forma certa. Liderar significa não se ater ao problema, mas sim buscar a melhor solução para resolvê-lo. Significa não alimentar fofocas de corredor, nem tampouco reclamar de um fato para outros estagiários - e sim procurar solucioná-lo com o líder. Em suma, significa fazer tudo aquilo que se deseja que as outras pessoas façam.

O estagiário não precisa ter subordinados para ser um líder. A postura faz com que este profissional obtenha respeito de seus colegas pela sua atitude e autoridade, e não pelo poder. James Hunter, consultor norte-americano, defende a idéia de que a liderança pela autoridade é muito mais sólida e eficaz do que a liderança pelo poder. Exercer simplesmente o poder que um cargo oferece não faz com que os colaboradores ao redor trabalhem satisfeitos. Os únicos poderes que devem ser exercidos são o poder de melhorar a relação entre os colegas e o poder de tornar o ambiente profissional um lugar extremamente agradável para se trabalhar.

Solucionando conflitos
O estagiário-líder não vive sempre num mar de rosas. Pelo contrário, freqüentemente surgirão situações em que seu auto-controle e seu bom senso serão postos à prova. Uma das situações mais difíceis com a qual lidar certamente é aquela onde dois ou mais colegas procuram-no para ser o mediador de um conflito. Ser juiz não é fácil. Ser juiz dos colegas de trabalho, é mais complicado ainda.

A capacidade de liderança do estagiário será desafiada neste momento; ele poderá simplesmente "lavar suas mãos" diante do problema que tem diante de si, ou poderá assumir uma postura mais digna e enfrentar a situação. Caso a segunda opção seja a escolhida, deve-se sempre atuar com o objetivo de solucionar o caso. Dentro de um escritório, administrar bem um conflito é aprender, de alguma forma, a lidar com o mesmo de forma que o relacionamento com as partes não seja prejudicado. Mas esta não é uma tarefa tão simples.

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que, diante de um conflito, a imparcialidade é primordial. De nada adianta o estagiário-líder levar em consideração as diferenças (por menores que sejam) entre ele e uma das partes na hora da solução do caso. Isso só vai piorar as coisas. É preciso ser atento, saber ouvir os envolvidos, e dar sua opinião como se ela NÃO fosse a verdade absoluta, mas apenas a sugestão de um profissional que está disposto a ajudar ambas as partes a chegarem num consenso.

Depois, é necessário que não se estabeleça um "clima desagradável" entre o estagiário-líder e os envolvidos. A relação no trabalho deve ser limpa e transparente. Do contrário, os conflitos surgirão ininterruptamente, e será difícil suportar a relação entre os profissionais.

Liderança baseada em exemplos
O estagiário-líder certamente tem competências que o fizeram ser admirado pelos advogados e por seus colegas estagiários. É um momento de satisfação ser reconhecido pelos demais profissionais do escritório, mas junto com a glória vem também a responsabilidade. Liderar, mesmo que não-oficialmente, implica em certas mudanças de comportamento e conduta que podem causar no estagiário um certo desconforto; estar à frente de outros profissionais requer paciência e muito "tato" para saber como solucionar conflitos e fazer alguma decisão ser aceita sem rejeições. Mas qual é o segredo para que se consiga tudo isso?

Não há fórmula mágica, mas existe o caminho mais curto: dar o exemplo. Ninguém segue um líder se este não faz, ele mesmo, aquilo que solicita ou recomenda. Em poucas palavras, o profissional deve "praticar aquilo que prega". Um exemplo claro: você se sente mal e vai a um médico. Este lhe examina e você percebe nele um forte hálito de nicotina e bebida alcoólica. Ele lhe recomenda que não fume e não beba, porque estes são hábitos que irão prejudicar sua saúde. Qual a sua primeira reação? Provavelmente, você pensará: "fumar e beber não são hábitos tão ruins assim, já que o médico que me examinou bebe e fuma". Em linhas gerais, podemos trazer este exemplo para o escritório.

Como um estagiário pode cobrar antecipação dos prazos por parte dos companheiros se ele mesmo os conclui "em cima da hora"? Como pode reclamar dos atrasos dos colegas se ele mesmo dificilmente chega no horário? Lembre-se, essa pode não ser uma fórmula mágica, mas é uma regra que, se bem seguida, pode trazer resultados fantásticos.

 é sócio e consultor da Escola de Gestão e Competências do Advogado, bacharel em Administração Industrial.

Revista Consultor Jurídico, 19 de novembro de 2010, 10h47

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 27/11/2010.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.