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Novo comando

Cezar Peluso é eleito novo presidente do Supremo

ministro Cezar Peluso - Gervásio Baptista/SCO/STFO ministro Cezar Peluso foi eleito o novo presidente do Supremo Tribunal Federal para os próximos dois anos. A eleição ocorreu no início da sessão plenária desta quarta-feira (10/3). Peluso irá substituir Gilmar Mendes a partir do dia 23 de abril. Ocasião em que o decano, ministro Celso de Mello, fará o discurso de posse.

Na mesma sessão plenária, os ministros também elegeram para vice-presidente o ministro Carlos Britto, que substitui o presidente nas licenças, ausências e impedimentos eventuais.

Cezar Peluso tem 67 anos, nasceu em Bragança Paulista (SP) e tomou posse como ministro da Suprema Corte no dia 25 de junho de 2003. O novo presidente do STF começou a carreira como juiz substituto da 14ª Circunscrição Judiciária do Estado de São Paulo, com sede em Itapetininga, nomeado por concurso, entre 9 de janeiro a 26 de novembro de 1968. Foi juiz de Direito das comarcas de São Sebastião e Igarapava.

Em entrevista concedida, recentemente, à revista Consultor Jurídico, Peluso deixou sinal de que o seu comando na presidência será sereno, sem muitas polêmicas. Esclareceu que por mais nobres que sejam os objetivos, não se pode atropelar a lei para atingi-los. Ele contou que muitas decisões judiciais — principalmente as do Supremo Tribunal Federal — são bastante contestadas exatamente por analisar as causas sob o ponto de vista de que os fins não justificam os meios.

Peluso completou 41 anos de magistratura — cinco deles no STF. E foi desse posto de observação privilegiado que traçou um diagnóstico da carreira à qual dedicou a vida. “Se a magistratura não se voltar um pouco para dentro de si mesma, a longo prazo pode ter sua imagem irremediavelmente comprometida”, analisou.

Para o ministro, os juízes, principalmente da nova geração, vêm perdendo algumas das mais importantes qualidades que fizeram a magistratura ganhar respeito no país. Recato e prudência são predicados que, segundo ele, estão deixando de pertencer à carreira. A raiz do problema, afirmou, é a forma de recrutamento. “O universo de candidatos à magistratura restringe-se a jovens recém-formados, que não têm experiência profissional, não têm experiência de vida ou equilíbrio e maturidade suficientes para ser juiz. E nosso processo de recrutamento não permite apurar a vocação”, disse. Clique aqui para ler a íntegra da entrevista.

Peluso também atuou como juiz substituto da Capital, São Paulo, foi juiz da 7ª Vara da Família e das Sucessões da Capital e juiz auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça. Em 14 de abril de 1986, foi designado desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, depois de ter passado pelo cargo de juiz do Segundo Tribunal de Alçada Civil do mesmo estado. Atuou como professor universitário e coordenador de disciplinas relacionadas ao Direito.
 

*Foto Gervásio Baptista/STF.

Revista Consultor Jurídico, 10 de março de 2010, 16h38

Comentários de leitores

6 comentários

nossa magistratura é um lixo

Winston Smith (Servidor)

Mas confio no Peluzo e no Marco Aurélio.
Só a saída de Gilmar Mendes é um avanço ao Brasil!
Só a saída de Gilmar Mendes é um avanço ao Brasil!

Parabéns!

DAddio (Outros)

Desejo-lhe sucesso total em sua nova missão.
O que o Brasil mais precisa no momento, é de um Poder Judiciário sério e eficiente, para a partir daí, moralizar-se os outros Poderes.
Maturidade é essencial na difícil arte de julgar, da mesma forma que é essencial para os integrantes do STF, que tenham longa vivência no Judiciário.

Forma de Recrutamento

Dr. Luiz Riccetto Neto (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Brilhante! Há anos que afirmo que a capacidade de memorização (arquivar informação) não traduz inteligência e nem raciocínio elevado (processamento de informação), pois, analogicamente, o computador com um HD de maior capacidade não é melhor do que outro com um processador de mais velocidade. Um programa transmitido pela “Discovery Chanel” ou “History Chanel” (não lembro ao certo), demonstrou que os 2 (dois) homens que se tem registro de mais terem utilizado a capacidade de memorização do cérebro, não foram pessoas bem sucedidas em suas vidas profissional e familiar. A forma atual de recrutamento dos concursos públicos em geral, salvo raras exceções, privilegia a capacidade de memorização e não selecionam o candidato mais inteligente e, menos ainda, o candidato vocacionado para o cargo. O nobre Ministro acerta o cerne da questão, ao apontar que a raiz do problema, é a forma de recrutamento e que “o universo de candidatos à magistratura restringe-se a jovens recém-formados, que não têm experiência profissional, não têm experiência de vida ou equilíbrio e maturidade suficientes para ser juiz. E nosso processo de recrutamento não permite apurar a vocação” (disse). É a primeira vez que vejo alguém com essa RARA CONSCIÊNCIA a respeito do que ocorre com a magistratura e, certamente, com o serviço público em geral. Parabéns ao Ministro, pela eleição a tão responsável e honrosa função.

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